Novos e graves detalhes sobre o período sob custódia policial vieram à tona com a revelação do teor completo do depoimento prestado pelo empresário Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master. Em oitiva conduzida no gabinete do ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), o investigado detalhou episódios de forte intimidação psicológica e física que teria sofrido por parte de agentes durante o seu transporte pelas equipes de segurança.

Em depoimento, Daniel Vorcaro afirma que tenta colaborar com as investigações há 9 meses, mas diz que não tem conseguido, confira:
De acordo com o relato do ex-banqueiro, uma das abordagens mais tensas ocorreu no interior de um helicóptero da Polícia Federal durante um deslocamento oficial. Vorcaro afirmou que foi submetido a restrições visuais utilizando um equipamento específico, descrevendo o artefato como sendo um “óculos igual ao do Maduro” — em alusão ao modelo empregado no transporte do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças militares norte-americanas.
Ameaças de Arremesso e Clima de Terror a Bordo
Durante o trajeto aéreo, cercado por uma equipe especializada portando armamento pesado, o empresário relatou ter sido alvo de pressões verbais constantes e intimidações diretas. Conforme transcrito em seu depoimento, os agentes teriam feito cobranças ríspidas sobre sua conduta (“Foi fazer merda, agora vê se faz alguma coisa e fica quieto”), seguidas por comentários alarmantes entre os tripulantes.
Vorcaro destacou que, em determinado momento do voo, um dos policiais teria sugerido abertamente a possibilidade de eliminá-lo: “É mais fácil, de repente, jogar ele daqui”. Diante da frase, o ex-banqueiro afirmou ter entrado em completo pânico, temendo ser arremessado da aeronave em pleno ar para simular uma fatalidade, o que manteve seu nível de tensão elevado durante toda a extensão da viagem sob custódia da corporação.
As declarações integram o conjunto de petições analisadas no âmbito das investigações da Operação Compliance Zero, servindo de base para as investidas jurídicas de sua defesa na tentativa de questionar a legalidade dos procedimentos e a segurança de sua permanência sob a guarda das atuais instâncias de persecução penal.
Fonte: Veja / Uol
*Imagem da capa gerada por IA


















