Pré-candidato apresenta plano de governo focado em encarceramento massivo, complexos prisionais e penas rígidas contra o crime organizado
Em recente declaração o senador Flávio Bolsonaro (PL) reforçou a intenção de adaptar para o cenário nacional as estratégias de combate à criminalidade aplicadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Ao lado de aliados como os parlamentares Sergio Moro e Guilherme Derrite, o pré-candidato desenhou o que pretende ser a vitrine de sua plataforma eleitoral: tolerância zero contra facções e a reestruturação do sistema penal brasileiro.
O que prevê o plano inspirado no “Modelo Bukele”?
O cerne da estratégia batizada de Brasil Sem Medo baseia-se na certeza da punição e na restrição de benefícios para criminosos. O programa é composto por 12 diretrizes específicas que envolvem forte impacto no código penal e na infraestrutura carcerária:
- Ampliação do Sistema Carcerário: Construção de cinco novos presídios federais de segurança máxima para isolar lideranças de facções criminosas, incluindo o projeto de um complexo batizado de Treva, nos moldes das centrais de detenção salvadorenhas.
- Classificação de Facções como Terroristas: Defesa da tipificação jurídica de grupos criminosos e milícias sob o status de organizações narcoterroristas.
- Idade Penal e Punições Rígidas: Propostas focadas na redução da maioridade penal de 18 para 16 anos (permitindo julgamento como adultos a partir dos 14 anos para crimes hediondos) e previsão de castração química para estupradores.
O peso político da agenda salvadorenha
A aproximação com o modelo de Nayib Bukele foi intensificada após comitivas de parlamentares da oposição visitarem El Salvador para avaliar de perto a queda nos índices de homicídios decorrente do encarceramento em massa promovido no país da América Central.
Estrategistas políticos apontam que a pauta do controle territorial e da segurança urbana deve centralizar os debates ao longo de 2026.


















