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CENTCOM completa a 8ª noite seguida de ataques contra o Irã

Teerã amplia ofensiva contra países do Golfo, bombardeia refinarias e usinas civis no Kuwait; Washington promete punição rápida em Ormuz

O conflito militar entre os Estados Unidos e o Irã atingiu o patamar mais crítico desde a retomada das hostilidades. Após a confirmação da morte de dois soldados norte-americanos em uma base na Jordânia, o governo dos EUA deu ordens diretas para intensificar os bombardeios aéreos contra posições estratégicas da Guarda Revolucionária Islâmica. 

Comando Central dos EUA completa a 8ª noite seguida de ataques contra o Irã

Este é um vídeo do ataque do Irã à base militar dos EUA na Jordânia, confira:

Vídeo do ataque do Irã à base militar dos EUA na Jordânia.

Paralelamente, o Irã expandiu suas operações armadas para além dos alvos militares, desestabilizando países parceiros de Washington na região do Golfo Pérsico através do uso massivo de mísseis balísticos e drones.

Escalada na Jordânia e a reação do Pentágono

O estopim para a nova retaliação comandada por Washington ocorreu na última sexta-feira (17), quando uma onda de ataques aéreos iranianos atingiu instalações militares na Jordânia. 

De acordo com o Comando Central dos EUA (CentCom), o balanço oficial da ofensiva registrou:

  • Duas mortes confirmadas de soldados norte-americanos.
  • Um militar desaparecido em combate.
  • Quatro combatentes feridos e encaminhados a hospitais locais (já liberados).

Em resposta imediata, caças norte-americanos cruzaram a região para bombardear depósitos subterrâneos de armas, centros de vigilância e redes logísticas em território iraniano. O foco da operação é neutralizar a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz. 

Infraestrutura civil vira alvo nos Países do Golfo 

Como parte de sua tática de contraofensiva, o exército iraniano mirou bases e recursos logísticos dos EUA espalhados pelo Golfo Pérsico, afetando severamente a infraestrutura de nações vizinhas.

O Conselho de Cooperação do Golfo repudiou as ações e classificou os ataques a complexos civis como “crimes de guerra”. 

As frentes de impacto mais severas concentram-se em três nações:

País AfetadoPrincipais Alvos de AtaqueImpacto e Danos Registrados
KuwaitCampo Arifjan, Base Ali Al Salem e usinas estataisDanos graves à infraestrutura petrolífera da Kuwait Petroleum Corporation e incêndio em planta de dessalinização de água.
BahreinBase Aérea de Sakhir e centros de suporteTentativas de destruição de radares e sistemas de defesa aérea dos aliados.
Arábia SauditaPostos de fronteira e monitoramentoEstado de alerta máximo e ativação de escudos interceptores antimísseis.

No Kuwait, o ataque à planta de dessalinização gerou profunda preocupação, já que o país desértico depende do sistema para obter cerca de 90% de sua água potável. 

Ruptura diplomática e ameaças de Teerã

A violência também sepultou as tentativas de diálogo. Horas após analistas indicarem que o governo iraniano suspendeu unilateralmente os termos de um acordo provisório que visava cessar os combates, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez um pronunciamento forte transmitido pela TV estatal. 

Khamenei afirmou que a assinatura do presidente dos EUA não vale nada e prometeu dar uma “lição inesquecível” aos norte-americanos caso as incursões aéreas em seu território continuem. Com o tráfego aéreo parcialmente suspenso no Golfo e navios-tanque sob constante ameaça de minas navais, o conflito caminha para uma perigosa guerra de atrito regional.

Fonte: CNN BRASIL

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