Teerã amplia ofensiva contra países do Golfo, bombardeia refinarias e usinas civis no Kuwait; Washington promete punição rápida em Ormuz
O conflito militar entre os Estados Unidos e o Irã atingiu o patamar mais crítico desde a retomada das hostilidades. Após a confirmação da morte de dois soldados norte-americanos em uma base na Jordânia, o governo dos EUA deu ordens diretas para intensificar os bombardeios aéreos contra posições estratégicas da Guarda Revolucionária Islâmica.
Este é um vídeo do ataque do Irã à base militar dos EUA na Jordânia, confira:
Paralelamente, o Irã expandiu suas operações armadas para além dos alvos militares, desestabilizando países parceiros de Washington na região do Golfo Pérsico através do uso massivo de mísseis balísticos e drones.
Escalada na Jordânia e a reação do Pentágono
O estopim para a nova retaliação comandada por Washington ocorreu na última sexta-feira (17), quando uma onda de ataques aéreos iranianos atingiu instalações militares na Jordânia.
De acordo com o Comando Central dos EUA (CentCom), o balanço oficial da ofensiva registrou:
- Duas mortes confirmadas de soldados norte-americanos.
- Um militar desaparecido em combate.
- Quatro combatentes feridos e encaminhados a hospitais locais (já liberados).
Em resposta imediata, caças norte-americanos cruzaram a região para bombardear depósitos subterrâneos de armas, centros de vigilância e redes logísticas em território iraniano. O foco da operação é neutralizar a capacidade de Teerã de ameaçar a navegação comercial no Estreito de Ormuz.
Infraestrutura civil vira alvo nos Países do Golfo
Como parte de sua tática de contraofensiva, o exército iraniano mirou bases e recursos logísticos dos EUA espalhados pelo Golfo Pérsico, afetando severamente a infraestrutura de nações vizinhas.
O Conselho de Cooperação do Golfo repudiou as ações e classificou os ataques a complexos civis como “crimes de guerra”.
As frentes de impacto mais severas concentram-se em três nações:
| País Afetado | Principais Alvos de Ataque | Impacto e Danos Registrados |
| Kuwait | Campo Arifjan, Base Ali Al Salem e usinas estatais | Danos graves à infraestrutura petrolífera da Kuwait Petroleum Corporation e incêndio em planta de dessalinização de água. |
| Bahrein | Base Aérea de Sakhir e centros de suporte | Tentativas de destruição de radares e sistemas de defesa aérea dos aliados. |
| Arábia Saudita | Postos de fronteira e monitoramento | Estado de alerta máximo e ativação de escudos interceptores antimísseis. |
No Kuwait, o ataque à planta de dessalinização gerou profunda preocupação, já que o país desértico depende do sistema para obter cerca de 90% de sua água potável.
Ruptura diplomática e ameaças de Teerã
A violência também sepultou as tentativas de diálogo. Horas após analistas indicarem que o governo iraniano suspendeu unilateralmente os termos de um acordo provisório que visava cessar os combates, o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, fez um pronunciamento forte transmitido pela TV estatal.
Khamenei afirmou que a assinatura do presidente dos EUA não vale nada e prometeu dar uma “lição inesquecível” aos norte-americanos caso as incursões aéreas em seu território continuem. Com o tráfego aéreo parcialmente suspenso no Golfo e navios-tanque sob constante ameaça de minas navais, o conflito caminha para uma perigosa guerra de atrito regional.
Fonte: CNN BRASIL


















