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Bastidores STF: Magistrados buscam pacificação política com recálculo da pena de Bolsonaro

STF articula saída judicial para Jair Bolsonaro mediante revisão da Lei da Dosimetria

Integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm defendendo reservadamente que o ministro Alexandre de Moraes coloque em pauta, no plenário da Corte, o julgamento da ação referente à chamada Lei da Dosimetria. A intenção de parte dos ministros é viabilizar a soltura do presidente Jair Bolsonaro por meio do reajuste das penas que lhe foram impostas. 

A avaliação interna no STF é de que a análise e aplicação dessa regra jurídica permitiriam uma redução no tempo de condenação, viabilizando a libertação do ex-mandatário. Para ministros favoráveis à medida, a decisão ajudaria a virar a página do desgaste institucional, esfriando os ânimos políticos e reduzindo o acirramento entre o Judiciário e a oposição. 

Entenda o Impasse em Volta da Lei da Dosimetria

A Lei da Dosimetria foi aprovada pelo Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado Federal) no fim de 2025. A legislação alterou critérios de fixação e cumprimento de penas no país, contudo teve seus efeitos liminarmente suspensos por decisão monocrática de Alexandre de Moraes. 

Com o texto suspenso, a definição final sobre sua validade e eficácia jurídica depende da deliberação do plenário do Supremo Tribunal Federal. 

Pontos-chave do cenário:

  • Aprovação do Congresso: O texto legislativo foi aprovado no Legislativo no final de 2025.
  • Bloqueio Liminar: O ministro Alexandre de Moraes barrou a eficácia da nova lei de forma cautelar.
  • Julgamento Definitivo: Integrantes do STF cobram que Moraes inclua a matéria na pauta plenária o quanto antes para dar desfecho ao caso e abrir caminho legal para a revisão da pena de Bolsonaro.

Estratégia de Pacificação Institucional

A pressão interna sobre o relator ocorre num momento de rearranjos no cenário político do país. A defesa de que a pauta seja votada rapidamente no STF ganha força entre magistrados que veem na revisão das penas uma alternativa estritamente jurídica para resolver o impasse em torno da prisão do ex-presidente, reduzindo as tensões com alas da oposição e evitando novas crises institucionais. 

Resta agora saber se Alexandre de Moraes acatará a sugestão de seus pares no tribunal para agendar o julgamento do mérito da lei e permitir que o plenário dê a palavra final sobre o tema.

Fonte: Folha de São Paulo

*Imagem da capa editada por IA

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