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BTG adquiriu R$ 1,15 bilhão em carteiras de crédito do Banco Master

Compras realizadas de forma não pública entre 2021 e 2023 via debêntures permitiram ao Master antecipar R$ 1,66 bilhão; operações enfrentam retenções do TJRJ, INSS e outros processos após a liquidação do banco de Daniel Vorcaro

O BTG Pactual comprou R$ 1,15 bilhão em carteiras de crédito consignado originadas pelo Banco Master (por meio do Credcesta) entre 2021 e 2023. As operações foram realizadas de forma discreta, por meio de debêntures emitidas pela CB Securitizadora, e nunca foram tornadas públicas na época, de acordo com a matéria do Metrópoles.

Fonte Demétrio Vecchioli do Metrópoles

Confira a análise da jornalista do Metrópoles sobre a aquisição bilionária do BTG:

A primeira aquisição, no valor de R$ 303 milhões, foi feita diretamente pelo BTG. Posteriormente, o banco utilizou um fundo para adquirir mais R$ 850 milhões em carteiras. Essas transações permitiram ao Banco Master antecipar R$ 1,66 bilhão em recursos.

A coluna destaca o caráter “ganha-ganha” da operação:

“Era um negócio ganha-ganha: o Master se desfazia, com algum spread, de créditos que ele não tinha caixa suficiente para manter. E o BTG acessava carteiras do Credcesta com potencial de serem altamente lucrativas, exclusivas do Master.”

Após a liquidação do Banco Master, parte significativa dessas carteiras ficou bloqueada. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) reteve valores relativos a dívidas do estado, enquanto o INSS suspendeu pagamentos de carteiras de R$ 531 milhões sob suspeita de irregularidades. Em decisão de dezembro, o tribunal negou recurso do BTG.

Sobre as carteiras de INSS, a coluna informa:

“Conseguiram uma decisão favorável no plantão judiciário em 31 de dezembro, revertida em janeiro. Por isso, estão suspensos todos os pagamentos a que o BTG entende ter direito pelas carteiras de INSS compradas por R$ 531 milhões.”

Os auditores independentes da CB Securitizadora também registraram ressalvas nos balanços. Em 31 de dezembro de 2023, a securitizadora reportou R$ 1,22 bilhão em direitos creditórios, mas os auditores destacaram a falta de evidências suficientes sobre o ajuste a valor presente dessa carteira.

O BTG atuou simultaneamente como investidor, coordenador e custodiante das operações.

Fonte: Metrópoles

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