Senador do PL diz que postagem no X apenas noticiava fatos sobre Nicolás Maduro e nega imputação direta contra Lula; PF terá 60 dias para investigar suposto crime de injúria
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) manifestou-se nesta quarta-feira (15 de abril de 2026) após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a abertura de inquérito pela Polícia Federal para investigar se ele cometeu crime de injúria contra o petista Lula da Silva, de acordo com a matéria do Metrópoles.
Flávio Bolsonaro afirmou que recebeu a decisão “com profunda estranheza” e criticou a medida, confira a declaração so senador:
“A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”.
A investigação tem origem em uma postagem feita pelo senador em 3 de janeiro de 2026 na rede social X. Na publicação, Flávio associou imagens de Lula ao ditador venezuelano Nicolás Maduro e escreveu:
“Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo: tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, suporte a terroristas e ditaduras, eleições fraudadas”.
Em nota oficial, o senador defendeu o conteúdo da postagem:
“Na postagem em questão, o senador limitou-se a noticiar fatos e relatar os crimes pelos quais Nicolás Maduro foi preso e é processado internacionalmente, sem realizar imputação criminosa direta contra Luiz Inácio Lula da Silva”.
Flávio Bolsonaro ainda acusou a medida de tentar silenciar a oposição:
“A abertura deste inquérito configura uma tentativa clara de cercear a liberdade de expressão e o livre exercício do mandato parlamentar. O procedimento evoca práticas de censura e bloqueios de contas vistos no pleito de 2022, quando o Tribunal Superior Eleitoral, sob a mesma condução, impôs um flagrante desequilíbrio ao proibir termos como ‘descondenado’ para se referir ao petista, enquanto permitia ofensas sistemáticas contra o então presidente Jair Bolsonaro”.
Ele também questionou a distribuição do caso ao ministro Alexandre de Moraes:
“Chama atenção que a distribuição da ação tenha ocorrido justamente ao ministro Alexandre de Moraes, personagem central do desequilíbrio democrático recente”.
No final da nota, Flávio reforçou a posição da oposição:
“Reiteramos que não cederemos a intimidações ou ao uso do aparato policial e judiciário para silenciar a oposição. O governo Lula deve explicações sobre suas relações com a ditadura venezuelana, e nenhuma pressão impedirá nosso dever constitucional de fiscalizar e defender as liberdades fundamentais dos brasileiros”.
A decisão de Moraes atendeu a uma representação da Polícia Federal, solicitada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A PF terá prazo de 60 dias para realizar as diligências iniciais.
CONFIRA A POSTAGEM FEITA POR FLÁVIO BOLSONARO QUE MORAES UTILIZA COMO JUSTIFICATIVA PARA PERSEGUIR O SENADOR:



















