Na data limite para anúncio das taxas norte-americanas sobre produtos nacionais, senador Flávio Bolsonaro destaca articulação direta e faz duras críticas à condução internacional do Palácio do Planalto
O ambiente das relações comerciais entre Brasília e Washington atinge seu ponto mais crítico nesta quarta-feira (15). Findado o prazo legal de análise pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), o mercado brasileiro aguarda com apreensão a decisão final sobre a proposta de uma tarifa adicional de 25% sobre mais de 4 mil produtos de exportação nacionais.
Em declaração recente divulgada em suas redes sociais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) expôs a gravidade do momento e apontou o que considera falhas na postura diplomática da atual gestão federal, confira:
O senador, que esteve pessoalmente nos Estados Unidos nos últimos dias para participar das audiências públicas sobre o chamado tarifaço, defendeu que sua atuação independente buscou mitigar os danos econômicos para o setor produtivo brasileiro. Na visão do parlamentar, a retórica adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria dificultado o diálogo institucional direto.
A potencial imposição de tarifas pelo governo de Donald Trump ocorre após investigações do USTR a respeito de barreiras comerciais e disputas regulatórias envolvendo o Brasil. De acordo com dados de entidades industriais, as novas alíquotas podem impactar cerca de US$ 15 bilhões em exportações anuais do país, afetando cadeias produtivas fundamentais como as de aço, alumínio, madeira e produtos agrícolas.


















