Candidato de Gustavo Petro lidera pesquisas, mas avanço de Abelardo de la Espriella, apoiado por Flávio Bolsonaro, acirra disputa marcada por violência e insegurança
Neste domingo (31), os colombianos decidem nas urnas se mantêm a esquerda no poder ou optam por uma virada à direita. Quatro anos após eleger Gustavo Petro como o primeiro presidente de esquerda da história do país, a Colômbia vive uma eleição presidencial vista como um referendo sobre seu governo, que ampliou benefícios sociais, mas enfrentou forte alta da insegurança.

O principal candidato da situação é o senador Iván Cepeda, do Pacto Histórico, que defende a continuidade das políticas de Petro. Do outro lado, o advogado e empresário Abelardo de la Espriella, conhecido como “El Tigre”, surge como forte rival. Ele lidera o movimento Defensores de la Patria, promete mão dura contra a violência e tem o apoio declarado do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A campanha foi marcada por forte tensão. Um dos episódios mais graves foi o assassinato do senador Miguel Uribe, pré-candidato presidencial, baleado em junho de 2025 durante ato de campanha. A violência no país ganhou destaque e impulsionou o discurso de Espriella.
As últimas pesquisas divulgadas colocam Iván Cepeda na frente no primeiro turno, com intenção de voto entre 39% e 45%, seguido de perto por Espriella (32% a 37%). Paloma Valencia aparece com cerca de 14%. Analistas consideram improvável a vitória em primeiro turno, o que deve levar a um segundo turno em 21 de junho.
No segundo turno, o cenário é apertado. Pesquisas mostram leve vantagem para Cepeda em um levantamento e para Espriella em outro. “O que gerar menos medo pode ganhar“, resumiu o consultor político Andrés Carmona.
A campanha teve poucos debates e baixa exposição dos candidatos na imprensa. O Congresso já foi renovado em março, quando o Pacto Histórico se consolidou como a maior força legislativa.
Cerca de 41 milhões de eleitores estão aptos a votar. As urnas abrem às 8h (10h em Brasília) e fecham às 16h locais. Os primeiros resultados são esperados a partir das 18h (20h em Brasília). A votação é feita com cédulas de papel e não é obrigatória.
Fonte: Exame / CNN BRASIL


















