Colapso no sistema elétrico cubano afeta 9,6 milhões de habitantes em meio à grave crise energética; autoridades investigam as causas do novo blecaute
A ilha de Cuba enfrentou mais um apagão generalizado nesta segunda-feira (6), paralisando o fornecimento de energia elétrica em todo o território. O incidente é o terceiro colapso total da rede nacional registrado nos últimos seis meses, agravando a situação de uma população já castigada por sucessivas crises no setor elétrico.

A União Elétrica de Cuba (UNE), estatal responsável pelo sistema, confirmou o “desligamento total” por meio de comunicado nas redes sociais e informou que “as causas estão sendo investigadas”. O blecaute atingiu os 9,6 milhões de habitantes do país, com relatos de que quase dois terços da ilha já estavam sem luz antes do colapso completo.
O problema ocorre em um contexto de grave crise energética na ilha, marcada por falta de combustível, envelhecimento da infraestrutura e limitações impostas pelo bloqueio petrolífero dos Estados Unidos, segundo o governo cubano. Apagões prolongados, que podem durar até 30 horas em algumas regiões, tornaram-se frequentes.
O último apagão total havia sido registrado em 21 de março deste ano. Apenas cinco dias antes, em 16 de março, outro colapso nacional já havia deixado o país inteiro sem energia.
Imagens de satélite e vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram o país mergulhado na escuridão, com impactos imediatos em hospitais, transporte público, abastecimento de água e refrigeração de alimentos.
Especialistas apontam que a combinação de usinas térmicas obsoletas, escassez de manutenção e dificuldades para importar combustível diesel e óleo pesado tem levado o sistema cubano a operar muito abaixo da capacidade necessária, gerando instabilidade constante.
Até o momento, não há previsão oficial para a plena restauração do fornecimento. As equipes técnicas priorizam o religamento de serviços essenciais, como hospitais e instalações críticas.


















