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FILIPE G MARTINS: 800 dias preso injustamente

Parlamentares da oposição destacam resistência do ex-assessor de Bolsonaro e convocam mobilização para derrubar veto de Lula ao PL da dosimetria no dia 30 de abril

Nesta terça-feira (21 de abril de 2026), deputados federais Bia Kicis (PL-DF) e Gil Diniz manifestaram publicamente apoio e solidariedade a Filipe Martins, ex-assessor internacional do governo Jair Bolsonaro, que marca 800 dias desde sua primeira prisão.

De acordo com as manifestações, o período inclui aproximadamente 500 dias em prisão domiciliar e 300 dias em regime fechado, “tudo isso preventivamente”.

A deputada Bia Kicis, que visitou Filipe Martins no presídio, reproduziu o seguinte trecho em suas redes, confira:

“Hoje também marca o ‘aniversário’ de 800 dias da primeira prisão do Filipe. De lá pra cá, já foram 800 dias preso, sendo 500 dias de prisão domiciliar e 300 no regime fechado – tudo isso ‘preventivamente’.”

Ela prosseguiu destacando a postura do ex-assessor: “Filipe poderia estar no conforto de sua casa, com a sua esposa e perto de sua filha, se tivesse escolhido a desonra e a mentira, mas nunca cedeu às pressões e sempre deixou claro que estava disposto a se sacrificar pela verdade – e é só com essa disposição ao sacrifício que será possível libertar o nosso país.”

Ainda segundo o texto compartilhado, a parlamentar apontou o próximo passo da oposição no Congresso: “No dia 30, derrubaremos o veto de Lula à dosimetria. Esse será nosso primeiro passo, mas não descansaremos enquanto Bolsonaro, Filipe, Anderson Torres, o Coronel Naime, a Débora do Batom e milhares de outros brasileiros inocentes não forem anistiados e Alexandre de Moraes não for impedido pelo Senado da República.”

Gil Diniz também se manifestou em solidariedade ao caso, reforçando o coro de críticas à manutenção da prisão preventiva por tanto tempo, confira:

O caso de Filipe Martins ganhou repercussão nas redes sociais e entre apoiadores do presidente Bolsonaro, que veem na situação um exemplo de perseguição política e abuso no uso de prisões preventivas. A defesa do ex-assessor contesta as acusações e alega que ele cumpre as medidas impostas, enquanto o STF mantém a custódia.

A mobilização para o dia 30 de abril refere-se à sessão conjunta do Congresso Nacional que deve analisar o veto presidencial ao projeto de lei da dosimetria das penas, tema que a oposição considera essencial para avançar na discussão sobre casos de presos do 8 de janeiro e outros processos relacionados.

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