Movimentação de aeronaves não tripuladas MQ-9 Reaper visa intensificar operações militares de combate ao narcotráfico e ao terrorismo no hemisfério ocidental
O Exército dos Estados Unidos está preparando a realocação de uma parcela expressiva de seus drones militares do modelo MQ-9 Reaper, atualmente posicionados na África, com destino ao Comando Sul (Southcom), responsável pelas operações na América do Sul e no Caribe. A informação foi revelada por uma grande emissora norte-americana com base em relatos de fontes ligadas ao planejamento estratégico de defesa do país.

A mudança faz parte de uma diretriz mais ampla do Pentágono para ampliar os recursos e os ativos de vigilância, inteligência e ataques de precisão em regiões consideradas prioritárias pela administração de Donald Trump.
Foco em operações antidrogas e parcerias regionais
O redesenho estratégico do Pentágono coloca o combate ao narcotráfico e a grupos classificados como organizações terroristas no centro das ações na América Latina. Os drones MQ-9 Reaper são reconhecidos pela alta capacidade de permanência em voo e por executarem tanto missões de monitoramento de rotas clandestinas quanto ataques cirúrgicos.
Entre os possíveis destinos para o suporte operacional das aeronaves está o Equador, país que já mantém parcerias estreitas com as forças norte-americanas no enfrentamento a facções e cartéis. Autoridades locais e analistas apontam que a cooperação visa desarticular rotas logísticas transnacionais de entorpecentes. A movimentação também ocorre em um momento em que Washington intensifica cobranças e demonstra insatisfação com a atuação de governos sul-americanos no controle de organizações criminosas de grande porte.
Mudanças no tabuleiro geopolítico global
A decisão de transferir os equipamentos da África — continente onde a presença militar dos EUA sofreu reduções e onde líderes locais alertam para riscos de avanço de grupos extremistas como o Estado Islâmico e o al-Shabaab — gerou debates internos no aparato de segurança americano. Parte dos planejadores militares ponderou sobre os impactos operacionais decorrentes da perda de ativos estratégicos no solo africano.
Apesar disso, a prioridade conferida à segurança do hemisfério ocidental pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, prevaleceu no planejamento. Nos últimos meses, o governo dos EUA tem articulado manobras conjuntas e acordos de cooperação com nações parceiras na região, incluindo o envio prévio de caças F-35 e aeronaves de ataque ao Caribe para conter rotas marítimas do tráfico.
Até o momento, o Pentágono optou por não emitir declarações oficiais para confirmar datas definitivas, a quantidade exata de drones que serão transladados ou a totalidade dos países que receberão as bases de operação dos equipamentos.
Fonte: Veja / CNN BRASIL
*Imagem da capa gerada por IA

















