Senador liga emenda sobre créditos de carbono a supostas irregularidades e intensifica crise do banco
O senador Renan Calheiros (MDB-AL) voltou a elevar o tom nas críticas ao Banco Master e envolveu diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), no escândalo que envolve a instituição financeira.

Durante sessão da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, no dia 12 de maio, Calheiros afirmou que Bianca Medeiros, cunhada de Motta, recebeu R$ 140 milhões do Banco Master por meio de um empréstimo que, segundo ele, já venceu, mas nunca foi pago nem cobrado pela instituição, confira:
Calheiros relacionou a denúncia a uma emenda apresentada por Hugo Motta a projeto que resultou na lei do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa. A proposta previa que entidades previdenciárias aplicassem no mínimo 1% de suas reservas técnicas na aquisição direta de ativos ambientais e créditos de carbono. Para o senador, a medida “obriga fundos de previdência a aportarem recursos no banco Master”, beneficiando interesses ligados ao controlador da instituição, Daniel Vorcaro.
O senador alagoano informou ainda que enviou requerimento ao Ministério da Previdência Social solicitando auditorias sobre operações, contratos e investimentos de fundos previdenciários ligados direta ou indiretamente ao Banco Master. Ele citou, sem citar nomes, outro congressista que teria assinado emenda semelhante e recebido uma casa de luxo no Lago Sul, em Brasília, de operador do BRB (Banco de Brasília).
Resposta de Hugo Motta
A assessoria do presidente da Câmara negou qualquer irregularidade. Segundo nota enviada ao Poder360, a emenda foi resultado de acordo partidário e tinha como objetivo promover a sustentabilidade ambiental, direcionando recursos do setor de seguros para a compra de créditos de carbono, especialmente em atividades poluidoras.
Fonte: Poder 360


















