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Governo Trump toma primeira medida contra PCC após classificação como organização terrorista

EUA impõem sanções a brasileiros e empresas ligadas ao PCC e acusam facção de usar sistema financeiro americano para lavagem de dinheiro; rede investigada teria lavado milhões em criptomoedas

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta-feira (1º) sanções contra duas pessoas físicas, três empresas brasileiras e uma portuguesa por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação marca a primeira rodada de medidas econômicas do governo Trump após classificar a facção como organização terrorista internacional. 

Fonte: Globo News

As sanções foram aplicadas pelo Departamento do Tesouro americano. Os alvos incluem Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, além das empresas Victory Trading Intermediação De Negócios Cobranças E Tecnologia Ltda, Pixwave Soluções De Pagamentos Ltda, Wave Construções Inteligentes Ltda (todas brasileiras) e Avenidas Flutuantes Unipessoal Lda (Portugal). 

Segundo o Tesouro americano, Victor Shimada seria um elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais. Ele é acusado de ter lavado mais de US$ 30 milhões (cerca de R$ 156 milhões) em recursos ilícitos, utilizando criptomoedas para transferir os valores de volta ao Brasil. Stella, parente de Shimada, atuaria como secretária e intermediária na logística das operações. 

O governo Trump reforçou no comunicado que o PCC é a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e representa uma ameaça significativa à segurança nacional dos EUA. As autoridades americanas afirmam que a facção utiliza o sistema financeiro dos Estados Unidos, especialmente na Flórida, para lavar dinheiro oriundo do tráfico de drogas e outras atividades ilícitas. 

A medida é coordenada por uma força-tarefa que inclui o FBI e o Departamento de Justiça dos EUA. Em janeiro, seis pessoas ligadas à mesma rede foram presas na Flórida.

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