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Guilherme Derrite rejeita intervenção estrangeira e destaca cooperação de inteligência contra facções

Em entrevista, parlamentar esclarece o papel dos Estados Unidos no combate ao crime organizado e ressalta sua trajetória de 24 anos dedicados à segurança pública

Durante uma recente entrevista veiculada em debate político, o parlamentar Guilherme Derrite abordou de forma incisiva os desdobramentos da segurança pública no país e rebateu boatos sobre possíveis operações militares estrangeiras em solo nacional. Questionado pelo jornalista Valdo sobre a viabilidade de ações conjuntas entre forças policiais brasileiras e o governo dos Estados Unidos, Derrite fez questão de corrigir o interlocutor quanto à sua experiência na área.

Com orgulho de sua trajetória de 24 anos dedicados ao setor, o capitão reformado da Polícia Militar do Estado de São Paulo — com passagem de quase duas décadas na ROTA e histórico como secretário de Segurança Pública na gestão de Tarcísio de Freitas — pontuou sua atuação legislativa. Ele relembrou a relatoria e aprovação de marcos legais de grande impacto, como o fim da saída temporária de presos e a nova lei antifacção. Além disso, destacou os resultados expressivos alcançados em sua gestão na Secretaria de Segurança, apontando quedas históricas nos indicadores criminais e ações enérgicas que culminaram no fim da Cracolândia.

A verdade sobre a atuação internacional e a troca de inteligência

Ao responder diretamente sobre a cooperação internacional, Derrite classificou como uma “ilação” e uma mentira a narrativa de que os Estados Unidos realizariam operações militares diretas no Brasil após a classificação de facções criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

O político enfatizou que a verdadeira oportunidade reside no intercâmbio de informações de inteligência. Segundo o parlamentar, a parceria permite rastrear como essas organizações lavam dinheiro em território norte-americano e repassar dados cruciais para que as autoridades brasileiras — a exemplo da Polícia Federal — ajam com precisão. Ele citou como exemplo operações recentes desdobradas na Baixada Santista, que contaram com mandados de busca e prisão fundamentados nessa cooperação estratégica. Para o especialista, operações militares estrangeiras são descartadas e dispensáveis, desde que o Brasil saiba aproveitar o fluxo de informações estratégicas para desarticular o crime organizado de forma soberana e eficaz.

Fonte: Globo News

*Imagem da capa editada por IA

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