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Oposição mira marca de 50 parlamentares favoráveis ao impeachment de ministros da Corte

Com a filiação do primeiro suplente de Sergio Moro, Partido Liberal amplia isolamento na Casa Alta e consolida maioria expressiva para a próxima legislatura

Luis Felipe Cunha, primeiro suplente do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), oficializou sua desfiliação do União Brasil e ingressou oficialmente nas fileiras do Partido Liberal (PL). Com a oficialização da entrada do novo membro, a legenda governista e de oposição ao atual governo consolida uma marca estratégica: o bloco alinhado a pautas de restrição institucional e favorável a processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passou a computar cerca de 50 parlamentares na Casa Alta. 

A formalização da filiação ocorreu durante um evento político que reuniu lideranças nacionais da legenda, incluindo o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro e diversos governadores recém-eleitos. Luis Felipe Cunha, que atuou como coordenador da campanha vitoriosa de Sergio Moro — eleito para o Executivo paranaense logo no primeiro turno do último domingo —, assumirá em definitivo a cadeira parlamentar no Senado a partir de 2027. 

Impacto na composição do Senado e o avanço da pauta de impeachment

Com a nova adesão, o PL eleva sua representação direta para 29 cadeiras das 81 que compõem o plenário do Senado Federal para a próxima legislatura, isolando-se ainda mais na condição de maior bancada da história recente da Casa. Analistas de bastidores em Brasília apontam que a articulação fortalece de maneira drástica as pressões voltadas para o controle das pautas legislativas de maior atrito com o Poder Judiciário. 

Ao justificar seu ingresso no partido, Cunha adotou tom crítico em relação às recentes decisões emanadas da Suprema Corte. O advogado e futuro senador argumentou publicamente enxergar um cenário institucional propício e favorável para debater o impedimento de magistrados, mirando nominalmente ações conduzidas por figuras centrais do tribunal, como o ministro Alexandre de Moraes. Para analistas legislativos, a contagem de votos favoráveis próxima à marca de 50 apoios sinaliza que a oposição dispõe de musculatura política considerável para tensionar o ritmo de votações e debates de interesse direto do Congresso em contraponto ao STF na próxima composição parlamentar.

Fonte: Folha de São Paulo

*Imagem da capa editada por IA

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