Casa Branca afirma que Irã suspendeu 800 execuções de manifestantes após ultimato de Donald Trump
A administração do presidente Donald Trump anunciou nesta quinta-feira (15) que o regime iraniano cancelou a realização de 800 execuções programadas para manifestantes detidos, atribuindo a suspensão direta a um ultimato emitido pelos Estados Unidos.
A declaração surge em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, com protestos antigovernamentais no Irã iniciados no final de dezembro de 2025, que já resultaram em mais de 2,6 mil mortes por repressão das forças de segurança, segundo organizações como Iran Human Rights e Hengaw.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, detalhou durante coletiva de imprensa que o presidente Trump e sua equipe enviaram uma mensagem clara ao governo iraniano sobre as consequências de continuar com as execuções.
“O presidente e sua equipe comunicaram ao regime iraniano que, se as mortes continuarem, haverá consequências. O presidente [então] recebeu uma mensagem de que as mortes e as execuções cessarão.”
Leavitt complementou a informação afirmando que a suspensão foi confirmada no mesmo dia.
“O presidente soube hoje que 800 execuções que estavam agendadas e deveriam ter ocorrido ontem foram suspensas.”
A porta-voz enfatizou que a situação segue sob monitoramento rigoroso e que “todas as opções permanecem em aberto”, sem descartar ações militares caso a repressão volte a se intensificar. Trump havia ameaçado anteriormente com “medidas muito fortes” ou “ações muito severas” contra o Irã se as execuções prosseguissem, especialmente após relatos sobre a possível condenação à morte de Erfan Soltani, um manifestante de 26 anos acusado de “travar guerra contra Deus” por participação nos protestos.
O governo iraniano não confirmou oficialmente o cancelamento das 800 execuções, mas o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, declarou em entrevista à Fox News que “não há nenhum plano para enforcamento” de manifestantes.
Em relação ao caso de Soltani, a agência Mizan (ligada ao Judiciário iraniano) afirmou que ele não recebeu sentença de pena capital, apresentando uma versão que contrasta com relatos iniciais de ONGs.
Os protestos no Irã, motivados por crise econômica profunda, hiperinflação e demandas pela queda do regime islâmico, levaram a milhares de prisões e uma repressão violenta.
A Casa Branca, por sua vez, impôs novas sanções contra figuras da cúpula iraniana e enviou reforços militares à região, incluindo porta-aviões, em meio a rumores de possível intervenção.
Analistas internacionais veem a suspensão como um possível recuo tático do regime de Teerã diante da pressão americana, mas alertam para a fragilidade da trégua.


















