Dados exclusivos de instituto americano usado por Trump mostram que apenas 4% apontam defesa e soberania como prioridade; maioria rejeita narrativa e prefere reação firme contra autoridades do STF
O jornalista Paulo Figueiredo divulgou os resultados de uma pesquisa interna realizada pelo instituto McLaughlin, o mesmo utilizado pela campanha de Donald Trump. O levantamento, feito com 2.000 entrevistas no Brasil e nunca tornado público até agora, desmonta a narrativa insistente da imprensa e de setores da esquerda sobre soberania nacional. Figueiredo afirma que parte da própria direita ainda cai na armadilha plantada pela esquerda ao se preocupar excessivamente com essa narrativa, enquanto os números mostram que o eleitor brasileiro simplesmente não se importa com ela.

A coluna de dados apresentada por Figueiredo separa claramente: à esquerda, aumento da chance de voto em Lula; no meio, aumento da chance de voto em Flávio; à direita, voto que permanece inalterado.

Segundo o jornalista, quando os entrevistados foram questionados sobre a principal preocupação nas eleições, míseros 4% apontaram Defesa ou Soberania Nacional. O dado, por si só, já demonstra o descompasso entre o discurso de certos grupos e a realidade das urnas e que os números comprovam isso de forma inequívoca.
O estudo avança para cenários hipotéticos que envolvem ações externas. Mesmo entre os eleitores do petista Lula, 53% afirmaram que não mudariam o voto caso os Estados Unidos realizassem uma ação militar no Brasil contra traficantes. Entre os eleitores dos demais candidatos, a imensa maioria se declarou mais propensa a votar em Flávio Bolsonaro nessa hipótese.


A pesquisa também testou o impacto de novas sanções a Alexandre de Moraes. A preocupação repetida por setores da direita e da própria campanha de Flávio não encontra eco nas respostas. A maioria dos eleitores não mudaria o voto. Entre aqueles que mudariam, a mudança seria favorável a Flávio Bolsonaro. Especificamente, 57% dos eleitores de Lula declararam que manteriam o voto mesmo se Alexandre de Moraes fosse sancionado. Entre os eleitores dos outros candidatos, a maioria esmagadora que alteraria a preferência faria isso na direção de Flávio, e não contra ele. O mesmo padrão se repete quando a pergunta envolve sanções a outras autoridades do Supremo Tribunal Federal, como Gilmar Mendes e Flávio Dino.


O resultado líquido, de acordo com Figueiredo, seria extremamente vantajoso para Flávio Bolsonaro.A pesquisa foi concluída no dia 30 de agosto de 2026, antes da última rodada de confusão que dominou o noticiário. Desde então, o tema passou a ocupar o centro do debate público. Figueiredo observa que o brasileiro terminou o dia anterior com ódio ao STF e desejo de vingança. Segundo ele, a percepção generalizada é a de que as instituições estão protegendo bandidos e que não há forma de reação institucional.
Qualquer tipo de reação, portanto, será amada pelo povo. Quem não enxerga isso, afirma o jornalista, está desconectado da realidade e não compreende o movimento do qual faz parte.
O bolsonarismo, na definição de Figueiredo, é a revolta do cidadão comum contra o sistema.Ainda que a medida fosse impopular — o que os números desmentem —, Figueiredo é categórico: a Lei Magnitsky é a gênese da crise dentro do sistema. Ele declara estar nessa saga muito antes de Flávio Bolsonaro se tornar candidato.
Quer a vitória de Flávio, mas não faz parte da campanha e não pede autorização a ele para nenhuma de suas ações. Se Flávio não gostar, lamenta. Caso tenha qualquer possibilidade de aplicar sanções do tipo Magnitsky a Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e outros, fará o que estiver ao seu alcance.
Infelizmente, ressalta, a decisão não depende só dele e há muita gente do próprio lado tentando atrapalhar ou impedir, seja por erro de cálculo, seja por interesse. O aliado com quem Figueiredo sempre pôde contar, segundo suas próprias palavras, é Eduardo Bolsonaro.Por fim, o jornalista revela que a McLaughlin também perguntou aos eleitores o que pensam da Rede Globo.
Ele provoca: “E aí, pessoal, vocês acham que eu devo ou não publicar o resultado sobre a Globo?”Os dados da McLaughlin, divulgados por Paulo Figueiredo nesta data, oferecem um retrato claro: a narrativa de soberania não encontra respaldo nas preocupações reais do eleitorado brasileiro. A reação a sanções e a ações externas, longe de prejudicar Flávio Bolsonaro, tende a fortalecê-lo. O povo, segundo a pesquisa e a leitura do jornalista, já não cai mais no discurso da imprensa e da esquerda sobre o tema.

















