Famílias de jovens assassinados acionam tribunal americano contra o ex-ditador e expõem crimes de Estado cometidos pela FAES
O ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro tornou-se alvo de uma ação judicial movida nos Estados Unidos por parentes de vítimas de violência estatal. O processo detalha a atuação de um temido grupo de elite que operava sob o comando direto do regime.

A ação foi protocolada por parentes de cinco jovens que foram mortos em território venezuelano. O documento legal acusa formalmente o ex-mandatário de ter ordenado que as Forças de Ação Especial (FAES) executassem extrajudicialmente seus parentes entre 2017 e 2020.
Violação Sistemática de Direitos Humanos
O processo levado à corte americana não se limita a casos isolados, mas descreve uma política institucionalizada de eliminação de opositores e cidadãos comuns. De acordo com as alegações das famílias, os assassinatos fazem parte de uma estratégia de repressão violenta, expondo um padrão sistemático de crimes de Estado que teria ceifado a vida de até 1.300 pessoas pelas mãos desse grupo.
As defesas das vítimas argumentam que o acionamento da Justiça nos Estados Unidos é uma das poucas alternativas viáveis para responsabilizar a cúpula do regime venezuelano, dada a falta de independência das instituições judiciais na própria Venezuela durante o período em que os crimes ocorreram.


















