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Moraes inclui no bloqueio de bens a mansão disputada entre Willer Tomaz e o jogador Richarlison

Propriedade de luxo avaliada em R$ 10 milhões na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, foi tornada indisponível no âmbito das investigações do STF sobre lavagem de dinheiro e operações ilícitas

O imbróglio jurídico e midiático em torno da luxuosa propriedade localizada na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ), ganhou um novo e decisivo capítulo no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio formal e a indisponibilidade do imóvel disputado entre o advogado Willer Tomaz — figura próxima do senador Flávio Bolsonaro (PL) — e o atacante da Seleção Brasileira Richarlison.

A restrição sobre a mansão é desdobramento direto da medida cautelar expedida pelo magistrado que determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens, valores e ativos associados ao advogado Willer Tomaz. O defensor é investigado pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de lavagem de dinheiro e irregularidades ligadas a operações do setor de apostas on-line (bets).

Origem da disputa: Um imóvel de R$ 10 milhões em ilha paradisíaca

A disputa pela posse da mansão, avaliada em aproximadamente R$ 10 milhões, estende-se há anos e tornou-se pública após frequentes manifestações de Richarlison nas redes sociais.

Entenda o histórico:

  • Investimento de Richarlison: A empresa vinculada ao atacante e ao seu então empresário destinou cerca de R$ 10 milhões para adquirir os direitos de posse do imóvel junto ao antigo ocupante da propriedade.
  • Ofensiva de Willer Tomaz: O advogado Willer Tomaz ingressou com ações judiciais para reaver a posse da área com base em um registro de cessão datado da década de 1960. O imbróglio gerou decisões favoráveis ao advogado, culminando na perda temporária da posse da casa por parte do atleta.
  • Denúncias e cobrancas públicas: Richarlison acusou Willer Tomaz e seus interlocutores de articularem a perda da propriedade de forma indevida, declarando ter sido lesado financeiramente sem receber qualquer ressarcimento.

Efeitos da determinação do STF

Com a ordem expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, a mansão na Ilha Comprida entra na lista de bens congelados pela Justiça Federal. Na prática, a medida traz os seguintes efeitos operacionais:

  • Bloqueio de Transferência: Fica sumariamente proibida qualquer tentativa de venda, cessão, alienação, transferência de posse ou registro do imóvel a terceiros.
  • Congelamento Patrimonial: A propriedade permanece sob custódia e indisponibilidade judicial até a conclusão do inquérito que apura a origem dos fundos e a extensão dos ativos atribuídos a Willer Tomaz.

A decisão impede que qualquer uma das partes negocie o imóvel no mercado imobiliário enquanto prosseguem os desdobramentos da investigação sobre lavagem de dinheiro no STF.

Fonte: Metrópoles

*Imagem da capa editada por IA

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