Levantamento revela pelo menos 49 parlamentares alinhados à tese, número ainda insuficiente para o quórum de 54 votos exigido; Flávio Bolsonaro emplacou 29 dos eleitos neste domingo
A partir de 1º de fevereiro de 2027, o Senado Federal contará com ao menos 49 congressistas que defendem a abertura de processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ainda que alguns o façam com ressalvas. O número foi apurado em levantamento realizado pela Folha de S.Paulo e divulgado após a apuração do primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo, 4 de outubro.
Para aprovar o afastamento de um magistrado da corte máxima, são necessários 54 votos, equivalentes a dois terços das 81 cadeiras da Casa. Com isso, os 49 parlamentares identificados ficam cinco votos abaixo do mínimo constitucional exigido.
Do total, 14 senadores que permanecem no mandato por mais quatro anos já se posicionaram publicamente a favor da abertura de processos por crimes de responsabilidade contra ministros do STF. A eles se somarão 35 dos 54 senadores eleitos neste domingo (4) que também endossam a medida.
Entre os recém-eleitos, 29 receberam apoio explícito do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), que terminou a primeira etapa da disputa ao Planalto à frente de do petista Lula da Silva. O filho do presidente Jair Bolsonaro (PL) havia divulgado uma lista com 48 nomes de candidatos ao Senado. Desse grupo, conseguiu emplacar 60% dos aliados, ou seja, 29 parlamentares.
Antes das eleições, o mesmo levantamento da Folha apontava que 116 dos 207 candidatos mais competitivos ao Senado defendiam o impeachment de ministros do STF.
O principal alvo dos bolsonaristas é o ministro Alexandre de Moraes. Relator do processo que ficou conhecido como trama golpista, Moraes conduziu o julgamento que resultou na injusta condenação do presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
O plano da campanha de Flávio Bolsonaro inclui a eleição de um sucessor do atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o início de processos de afastamento de magistrados do Supremo.
A bancada bolsonarista, com os 49 votos já contabilizados, também terá força suficiente para aprovar emendas constitucionais que alterem as atribuições do STF, inclusive a possibilidade de retirar da corte o julgamento de casos criminais, transformando-a em uma corte exclusivamente constitucional.
Fonte: Globo news
*imagem da capa editada por IA


















