Manter o parlamentar brasileiro custa 528 vezes a renda média do contribuinte — valor muito acima de potências como Alemanha (33 vezes), Japão (39) e Estados Unidos (139)
Um estudo recente coloca o Brasil no topo do ranking global de custo do Poder Legislativo. De acordo com o levantamento, o valor para manter cada parlamentar no país representa 528 vezes a renda média do contribuinte brasileiro.

O número impressiona especialmente quando comparado a outras nações: na Alemanha, o múltiplo cai para 33; no Japão, chega a 39; e nos Estados Unidos, a 139. Nem mesmo a Argentina, frequentemente criticada por gastos públicos elevados, se aproxima do patamar brasileiro.
Os dados fazem parte do estudo “How Different is the Brazilian Political System?”, produzido pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA). A pesquisa compara o custo-benefício dos sistemas políticos e destaca o peso excessivo do Legislativo brasileiro sobre os contribuintes.
Essa disparidade ajuda a explicar a dificuldade histórica para avançar pautas de interesse público, como a Reforma Administrativa, a prisão em segunda instância e o combate aos supersalários no serviço público.
Especialistas apontam que reduzir o custo do Congresso exige maior cobrança da sociedade, com acompanhamento voto a voto das propostas e posicionamentos dos eleitos.
Medidas como transparência total nos gastos, limitação de verbas indenizatórias e revisão de benefícios parlamentares são frequentemente citadas como caminhos necessários para alinhar o Legislativo à realidade econômica da população.

















