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Operação da PF revela esquema de entregas de dinheiro em espécie envolvendo lobista e Lulinha

Investigações indicam que a lobista Roberta Luchsinger utilizava seu motorista particular para realizar pagamentos em malas, em um núcleo que incluía Fábio Luís Lula da Silva e o empresário Fernando Bittar

Uma investigação da Polícia Federal (PF), que veio a público nesta semana, expôs detalhes comprometedores sobre a movimentação financeira de um grupo que, segundo os agentes, buscava intermediar interesses privados em órgãos da administração pública federal. No centro das apurações estão a lobista Roberta Moreira Luchsinger, Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como Lulinha — e o empresário Fernando Bittar, este último ex-sócio de Lulinha e figura central no caso do sítio de Atibaia. 

Logística do dinheiro em espécie 

De acordo com os documentos do inquérito, aos quais o Poder360 teve acesso, a rotina de pagamentos da lobista envolvia o uso de seu motorista particular para a entrega de valores em espécie. As mensagens interceptadas pelos investigadores mostram Roberta Luchsinger dando ordens diretas para que as entregas fossem realizadas a diversos destinatários, entre eles, Fernando Bittar.

A suspeita da PF é de que o trio mantinha uma comunhão de interesses econômicos, atuando de maneira articulada para obter contratos milionários. Em uma das comunicações, a lobista chegou a projetar ganhos na ordem de R$ 100 milhões apenas para o ano de 2024. 

Vínculos e movimentações financeiras

As evidências reunidas pela Polícia Federal sugerem que as finanças do grupo eram frequentemente geridas por Roberta. Em uma das conversas, Lulinha questiona a lobista sobre a disponibilidade de recursos para financiar uma viagem à África, ao que ela responde assumindo a gestão de seus ativos. O custo da viagem, organizada e paga por Roberta, foi estimado em US$ 20 mil por pessoa. 

Outro ponto que desperta a atenção dos investigadores é a atuação da RL Consultoria, empresa de propriedade de Roberta. Há suspeitas de que pagamentos recebidos por esta firma tivessem como destino final o filho do presidente Lula. Em um dos diálogos, Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, refere-se ao beneficiário de um negócio como o filho do Rapaz. 

Estratégias de proteção e planos no exterior

O inquérito também aponta para uma preocupação constante do grupo com a segurança financeira e jurídica. Foram detectadas discussões sobre a abertura de empresas e contas bancárias em países com sistemas de controle menos rígidos ou com menor cooperação jurídica internacional. 

Além disso, mensagens sugerem um esforço de Roberta para planejar a saída de Lulinha do Brasil em momentos de maior pressão das investigações, chegando a mencionar, em diálogos, que o futuro da dupla estaria na Suíça. 

O caso segue sob análise das autoridades, que buscam agora aprofundar os vínculos entre as movimentações financeiras, os contratos públicos sob suspeita e a participação de cada um dos envolvidos no suposto esquema de tráfico de influência.

Fonte: Poder360

*Imagem da capa gerada por IA

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