Home / PGR / PGR não nega lobby mas diz que Lulinha não fechou contrato com Careca do INSS

PGR não nega lobby mas diz que Lulinha não fechou contrato com Careca do INSS

Em parecer enviado ao STF, a Procuradoria-Geral da República aponta ausência de provas sobre negócios concluídos entre o grupo investigado e a administração pública

A Procuradoria-Geral da República (PGR) apresentou um parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) onde sustenta não ter identificado a concretização de contratos entre o empresário Antônio Carlos Camilo Antunes — conhecido como “Careca do INSS” — e o governo federal. A manifestação, assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, marca um novo desdobramento nas investigações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e a empresária Roberta Luchsinger. 

Embora o inquérito da Polícia Federal (PF) apure suspeitas de tráfico de influência e corrupção, a PGR destaca que, até o momento, a representação não comprova a efetiva conclusão de nenhum negócio com o Poder Público que pudesse ser vinculado às pretensões do grupo. O documento reforça que as investigações sobre Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger, embora identifiquem pagamentos entre os envolvidos, não estabelecem uma relação direta com as fraudes investigadas na chamada “Operação Sem Desconto”, que apura desvios no INSS. 

Encaminhamento à primeira instância 

Diante da ausência de autoridades com foro privilegiado e da não comprovação de contratos com órgãos federais no escopo da investigação, a PGR defende que o caso seja remetido para a 1ª Instância da Justiça Federal. O parecer, datado de 6 de agosto, busca retirar a condução do inquérito da esfera do STF, enviando-o para as instâncias ordinárias. 

Contexto da apuração

As investigações em curso pela Polícia Federal miram a atuação de Lulinha e Roberta Luchsinger em diversas frentes, incluindo supostas tentativas de intermediar negócios com o Ministério da Saúde e a Dataprev. Um dos pontos centrais da apuração é a possível venda de produtos à base de canabidiol para o governo, um negócio estimado em mais de R$ 500 milhões que, segundo os investigadores e o próprio parecer da PGR, não chegou a ser finalizado. 

A defesa dos citados tem sustentado, em diversos momentos, a regularidade das atividades profissionais e negado qualquer irregularidade nas relações de amizade ou nos serviços prestados, classificando as suspeitas como exploração política em um período sensível para o cenário eleitoral. 

O relator do inquérito no STF, ministro André Mendonça, deve decidir nos próximos dias se acatará o pedido da PGR para declinar a competência do caso para a justiça de primeiro grau.

Fonte: Metrópoles / Jornal Nacional / Globo News

*Imagem da capa gerada por IA

Marcado:

Deixe um Comentário