Toffoli recua e se compromete a liberar dados de Vorcaro para a CPMI do INSS
Após reunião com o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou de restrições anteriores e se comprometeu a liberar os dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a comissão. A decisão representa um avanço nas investigações sobre fraudes em descontos consignados no INSS, que envolvem milhares de contratos suspeitos e rombos bilionários.

No final de 2025, Toffoli havia restringido o acesso da CPMI aos documentos das quebras de sigilo (bancário, fiscal e telemático) aprovadas pela comissão, determinando que o material ficasse sob custódia da Presidência do Senado, com Davi Alcolumbre. Essa medida gerou críticas e impasses, mas após pressão da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do próprio Viana, o ministro alterou o posicionamento.
“Com relação à quebra de sigilo do senhor Daniel Vorcaro, o ministro se comprometeu a fazer a liberação dos documentos assim que a Polícia Federal fizer toda a compilação, tiver tomado como depoimento, em parte do depoimento, tudo que está ali já de conhecimento na quebra de sigilo, que passou pela CPMI”
De acordo com Viana, a entrega dos dados deve ocorrer em até duas ou três semanas, após a PF concluir a análise do material apreendido em operações da “Compliance Zero” (dezembro de 2025 e janeiro de 2026). Toffoli também autorizou o depoimento presencial de Vorcaro à CPMI, remarcado para 26 de fevereiro (após o Carnaval), e garantiu colaboração para o avanço dos trabalhos.
A virada fortalece a CPMI em meio a acusações de obstrução e reforça a pressão da oposição para esclarecer ligações entre o Banco Master, consignados fraudulentos e possíveis figuras políticas.
Com o prazo da comissão se aproximando do fim em março, o acesso aos dados pode ser decisivo para revelações sobre o esquema.


















