Home / TSE / TSE mantém no ar vídeo de Flávio com associação de Lula do crime organizado

TSE mantém no ar vídeo de Flávio com associação de Lula do crime organizado

Corte entende que manifestações do senador estão protegidas pela liberdade de expressão e inseridas no contexto de pré-campanha, rejeitando pedido de remoção protocolado pela base governista

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou uma tutela de urgência protocolada pela Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV. A coligação governista pleiteava a remoção imediata de um conteúdo audiovisual veiculado nas redes sociais em que o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desfere críticas contundentes à política de segurança pública da gestão do petista Lula da Silva, associando-a a pautas do crime organizado. 

O pedido de liminar foi avaliado pelo presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que concluiu, em análise preliminar, que o material veiculado pelo parlamentar do PL não excede os limites tolerados pela legislação para o debate político e a liberdade de expressão inerentes ao período de pré-campanha. 

Na fundamentação da decisão, o ministro Nunes Marques ressaltou que divergências de narrativas ou o descontentamento com o tom adotado por adversários políticos não são suficientes, por si sós, para justificar a intervenção da Justiça Eleitoral ou a censura prévia de conteúdos.

“Não basta que a parte adversa considere a narrativa injusta, exagerada ou politicamente inadequada. É indispensável que a controvérsia recaia sobre afirmação factual cuja incompatibilidade com a realidade possa ser objetivamente aferida”, pontuou o magistrado. 

Além disso, o relator destacou que o conteúdo contestado não apresentou pedidos explícitos de votos, mantendo-se estritamente dentro do escopo permitido pela legislação eleitoral para manifestações e críticas políticas durante a fase de pré-campanha. Com o indeferimento da liminar, o vídeo permanece ativo nas plataformas digitais, enquanto o mérito da representação segue tramitando na Corte.

Fonte: Veja

Marcado:

Deixe um Comentário