Senador denuncia mobilização em massa no WhatsApp e aciona Tribunal Superior Eleitoral contra estrutura digital ligada a André Janones
Nesta quarta-feira, 7 de outubro de 2026, o senador Carlos Viana formalizou representação junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o que denominou como “Exército do Lula” organizado pelo deputado federal André Janones. A ação aponta a existência de uma ampla estrutura de comunicação no WhatsApp utilizada para coordenar ações de mobilização política direcionadas ao segundo turno eleitoral.

Segundo os dados apresentados pelo senador, cerca de 1,5 milhão de pessoas participam de grupos e canais no aplicativo de mensagens. Nesses espaços, os integrantes recebem orientações por meio de áudios com comandos diretos, entre eles: “EXPLODAM”, “compartilhem no zap AGORA” e “obrigação de trazer três pessoas”. A dinâmica descrita sugere um sistema de recrutamento e engajamento contínuo, no qual cada participante é orientado a expandir a rede.
A coordenação dessa mobilização é atribuída ao deputado André Janones, eleito por Minas Gerais. De acordo com as informações que embasam a representação, o parlamentar já se referiu publicamente a Flávio Bolsonaro como “vagabundo” e definiu o método de atuação como “descer o cacete”. A estrutura teria sido montada com a meta inicial de reunir 300 mil integrantes, número que, conforme a denúncia, já ultrapassou os 600 mil e continua em crescimento.
O senador Carlos Viana lembrou, no documento enviado ao TSE, que em 2022 a mesma Corte determinou a André Janones a exclusão de conteúdos considerados mentirosos sobre Jair Bolsonaro, estabelecendo multa diária de R$ 100 mil em caso de descumprimento. Na representação protocolada nesta data, Viana solicita que o tribunal aplique o mesmo critério de rigor à atual mobilização digital.
A denuncia central formulada pelo senador é de que André Janones estaria formando uma “milícia digital”. Essa rede seria utilizada especificamente para atacar Flávio Bolsonaro durante o segundo turno, com o uso de grupos e canais de WhatsApp para recrutar “soldados” e disseminar orientações de engajamento em massa. A estrutura descrita combina comunicação em áudio, metas de crescimento e comandos de compartilhamento imediato, configurando, na visão do parlamentar, um mecanismo organizado de pressão política online.
A representação protocolada nesta quarta-feira busca que o TSE examine a legalidade dessa operação de mobilização e adote as medidas cabíveis, com base no precedente já estabelecido em 2022.


















