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Vorcaro acusa Ciro Nogueira de receber vantagens indevidas

Banqueiro do Caso Master muda versão sobre repasses ao senador (PP-PI) e passa a ligar benesses e viagens a contrapartidas políticas, como a “Emenda Master”; proposta ainda está em análise pela PF e PGR

O banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, modificou significativamente sua narrativa na segunda proposta de delação premiada sobre os pagamentos e vantagens concedidas ao senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em vez de justificar as benesses como resultado de uma simples “relação de amizade”, Vorcaro agora descreve os repasses como propina em troca de apoio político. 

Fonte: Estadão

De acordo com fontes próximas às negociações, na primeira tentativa de delação Vorcaro afirmava que custeava viagens, festas e outras despesas do senador sem esperar nada em troca. Após a rejeição dessa proposta inicial, ele trocou de advogado e endureceu o relato, passando a tratar os valores como uma tentativa de cooptação para defender seus interesses no Congresso Nacional.

A mudança ocorre após a Polícia Federal apontar suspeitas de pagamento de uma mesada de cerca de R$ 300 mil a uma empresa ligada ao senador, supostamente em contrapartida à apresentação da chamada “Emenda Master”, que buscava aumentar o limite de cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

A nova proposta de delação, entregue há cerca de uma semana, está sendo analisada pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Até o momento, a tendência dos investigadores é rejeitar o acordo por considerarem que ele não traz elementos novos suficientes diante das provas já coletadas, inclusive no celular do próprio Vorcaro.

Fonte: Estadão

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