Ministro Jorge Oliveira paralisa processo que apura presença de autoridades dos Três Poderes em eventos na casa do dono do Banco Master; decisão mantém caso em stand-by até fim das apurações no Supremo
O ministro Jorge Oliveira, do Tribunal de Contas da União (TCU), determinou a suspensão do processo que examinava a eventual participação de autoridades dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) em festas realizadas na residência de veraneio do empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em Trancoso (BA).
A decisão, proferida recentemente e divulgada em 2 de março de 2026, vai na contramão do entendimento da área técnica do TCU, que havia recomendado o arquivamento imediato por ausência de indícios concretos de uso de recursos públicos federais nos eventos privados, conhecidos informalmente como “Cine Trancoso”.
Oliveira justificou a medida pela “alta sensibilidade e relevância” do tema, especialmente diante da crise financeira enfrentada pelo Banco Master e das denúncias de fraudes bilionárias que envolvem a instituição.
O ministro solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) — onde o assunto tramita sob relatoria do ministro André Mendonça — o envio de provas ou elementos colhidos em inquéritos correlatos, condicionando qualquer prosseguimento no TCU à conclusão das investigações no Supremo.
O caso ganhou destaque após representação do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado (MPTCU), que questionou a presença de procuradores, juízes, parlamentares e outras figuras públicas nos encontros, buscando esclarecer possíveis violações éticas ou administrativas.
Até o momento, não há comprovação de irregularidades financeiras ou uso indevido de verbas públicas nos eventos.
Com a suspensão, o processo no TCU permanece paralisado, aguardando desdobramentos no STF.


















