Cole Thomas Allen, de 31 anos, justificou em documento enviado à família sua intenção de alvejar autoridades da administração Trump durante evento em Washington
O suspeito responsável pelos disparos durante o jantar anual dos Correspondentes da Casa Branca, no hotel Washington Hilton, enviou um manifesto aos familiares momentos antes de tentar invadir armado o evento no último sábado (25 de abril de 2026), em Washington.

No documento com 1.052 palavras, Cole Thomas Allen se autodenomina “Cole ‘coldForce’ ‘Friendly Federal Assassin’ Allen” e detalha sua intenção de alvejar altos funcionários da administração Trump, colocando-os como prioridade máxima em sua lista de alvos — com exceção apenas do diretor do FBI, Kash Patel.
Confira trechos do manifesto traduzido:


O texto, entregue às autoridades por um irmão do acusado, revela uma ideologia fortemente crítica ao governo republicano. Allen rejeita explicitamente o ensinamento cristão de “dar a outra face”, argumentando que isso equivaleria a cumplicidade com os crimes do opressor.
Não sou uma criança que foi explodida, nem uma criança que passou fome, nem um adolescente abusado pelos muitos criminosos desta administração. Oferecer a outra face quando se é oprimido não é comportamento cristão, é cumplicidade nos crimes do opressor”, escreveu.
Em outro trecho divulgado, o atirador menciona o uso de “chumbo grosso em vez de balas” para minimizar baixas colaterais e faz referência indireta ao presidente Donald Trump ao afirmar que muitas pessoas presentes estariam assistindo ao discurso de um “pedófilo, estuprador e traidor”, tornando-se, portanto, “cúmplices”.
“A primeira coisa que notei ao entrar no hotel foi a arrogância. Entrei com várias armas e ninguém sequer considerou a possibilidade de eu representar uma ameaça”, acrescentou, zombando da segurança do local.
O presidente Trump classificou o ato como motivado por “ódio anticristão”. Allen, professor de 31 anos que viajou de Los Angeles (Califórnia) para Washington, permanece sob custódia em um hospital para avaliação psiquiátrica. Ele deve comparecer nesta segunda-feira (27 de abril de 2026) a um tribunal federal em Washington D.C., onde responderá por crimes federais.
A Casa Branca confirmou que o manifesto indicava planos para atacar autoridades do governo, incluindo o próprio presidente. Investigadores analisam diferentes versões do documento, todas com conteúdo similar de oposição à administração Trump.
Fonte: Gazeta do Povo


















