O presidente Donald Trump recebeu o Rei Charles III e a Rainha Camilla na Casa Branca com uma cerimônia de Estado completa, incluindo honras militares, salva de 21 tiros e desfile de tropas. A visita ocorre em meio a algumas tensões bilaterais, mas foi apresentada por ambos os lados como celebração da “relação especial” entre EUA e Reino Unido.
Principais falas:
-Trump, na cerimônia de boas-vindas no gramado sul da Casa Branca, brincou com o tempo nublado: “Que belo dia britânico este é”). Ele destacou a história compartilhada, citando desde a Magna Carta até a Revolução Americana, e enfatizou que “não há aliado mais próximo” dos Estados Unidos que o Reino Unido. Trump também elogiou a “coragem anglo-saxã” dos patriotas americanos de 1776.
-Rei Charles III usou tom conciliador e humorado. Em discurso no jantar de Estado, respondeu indiretamente a uma fala anterior de Trump sobre a II Guerra: “Ouso dizer que, se não fosse por nós, vocês estariam falando francês”). Ele também mencionou o “conto de dois Georges” — referindo-se a George Washington (primeiro presidente americano) e seu ancestral, o rei George III — e falou em reconciliação, valores democráticos compartilhados e “renovação” da aliança. Charles discursou ainda em sessão conjunta do Congresso, algo raro para um monarca britânico (a última vez foi a Rainha Elizabeth II em 1991).
O simbolismo das roupas da Revolução Americana
Um dos momentos que mais chamou atenção foi a presença de soldados da Old Guard (3ª Infantaria do Exército dos EUA) vestindo uniformes inspirados na época da Revolução Americana (Continental Army), com tambores e flautas (fife and drum), marchando durante a cerimônia de recepção.
Assista:
Além disso, durante o discurso do Rei no Congresso, havia no público um reenactor (ator histórico) vestido exatamente como George Washington, observando de uma galeria superior.
O que isso significa?
Trump, conhecido por seu gosto por simbolismo forte e “mensagens sem palavras”, usou a ocasião para lembrar visualmente que os Estados Unidos se libertaram do domínio britânico há 250 anos. Os uniformes vermelhos dos músicos do Continental Army e a figura de George Washington — o general que liderou a vitória contra as tropas do rei George III — funcionam como uma alegoria sutil (e bem-humorada para muitos apoiadores):
-“Nós vencemos. Vocês perderam. Hoje somos amigos, mas nunca esqueçam quem conquistou a independência.”
-É uma forma irreverente de Trump afirmar o orgulho americano e a soberania dos EUA, especialmente num momento em que celebra os 250 anos da Declaração de Independência.
-Para apoiadores, foi visto como “Trump sendo Trump”: divertido, provocador e patriótico, mandando um recado leve sem precisar falar nada diretamente ao Rei.
O perfeil oficial da CASA BRANCA no X fez questão de postar uma foto de Trump com Rei Charles, dizendo:
“DOIS REIS“

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