Ministro do STF sobe o tom contra proposta seletiva e autoriza acesso a dados de iCloud da irmã do sicário de Vorcaro que podem trazer surpresas nas investigações
O ministro André Mendonça, relator do inquérito sobre o caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF), intensificou o tom durante sessão da Segunda Turma nesta terça-feira. Ele afirmou que um dos investigados tentou negociar uma colaboração premiada “seletiva”, recusando-se a aceitar uma delação parcial.
De acordo com o ministro, um advogado procurou diretamente seu gabinete com a proposta. Mendonça foi enfático ao relatar o episódio:
Ainda na sessão, Mendonça destacou que há mais elementos por vir nas apurações. Ele preservou intencionalmente os dados de um dos alvos e, nesta semana, determinou a quebra de sigilo para análise completa, confira:
A declaração refere-se a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como operador ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, principal investigado no esquema do Banco Master. A expectativa é que o material do iCloud traga novas informações relevantes para o caso, que envolve fraudes e irregularidades financeiras de grande proporção.
O embate entre Mendonça e o ministro Gilmar Mendes ganhou visibilidade nos últimos meses, com discussões sobre o andamento das prisões e possíveis delações no inquérito. Mendonça tem atuado para aprofundar as investigações, enquanto Gilmar Mendes já pediu vista de alguns pontos para análise.
Ministro André Mendonça sobe o tom ao dirigir-se a Gilmar Mendes sobre a relatoria do caso Banco Master:
Por que isso importa?
O caso Banco Master segue como um dos mais relevantes do Judiciário brasileiro em 2026, com reflexos no mercado financeiro e no combate a crimes de colarinho branco. A recusa a delações “seletivas” reforça a postura do relator por colaborações mais completas, o que pode acelerar a elucidação de toda a rede envolvida.


















