Documento oficial do governo Trump menciona bloqueios do X e da Rumble, além de ações contra contas e conteúdos, para embasar nova proposta de tarifas contra o Brasil
O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) incluiu decisões judiciais associadas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), entre as justificativas para a proposta de tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.

O relatório, divulgado nesta segunda-feira (1º de junho), aponta o bloqueio da rede social X (antigo Twitter), a suspensão da plataforma Rumble e ordens de remoção de conteúdos como parte dos motivos para a medida comercial.
Embora não cite o nome de Moraes diretamente, o documento faz referência explícita a ações amplamente ligadas ao ministro, especialmente as ocorridas em 2024 e 2025.
“Tribunais brasileiros proibiram o X de operar no Brasil, de agosto a outubro de 2024, após a empresa se recusar a remover conteúdo criado por um jornalista brasileiro que vive nos Estados Unidos e nomear um representante local”, registra o texto americano.
O USTR ainda detalha as punições impostas: multas diárias, congelamento de contas bancárias, ativos financeiros, veículos, imóveis, bloqueio de aeronaves e restrições em plataformas de pagamento.
O documento também menciona a remoção e desmonetização de contas ligadas a um “popular podcaster brasileiro que reside na Flórida”, descrição que coincide com o perfil do jornalista Allan dos Santos.
Além das decisões judiciais, o relatório critica o funcionamento do Pix, alegando conflito de interesses por parte do Banco Central.
A decisão final sobre a aplicação do tarifaço cabe ao presidente Donald Trump.
Fonte: Metrópoles


















