Telefonema cordial entre os dois presidentes foi suficiente para Donald Trump recuar da sobretaxa anunciada dias antes sobre aço e alumínio do Brasil
A diplomacia direta e os bastidores das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos voltam ao centro dos debates econômicos. Um dos episódios mais emblemáticos dessa dinâmica ocorreu em dezembro de 2019, quando o então presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou aplicar pesadas taxas sobre o aço e o alumínio vindos do mercado brasileiro.
A crise aduaneira, que ameaçava gerar um prejuízo bilionário para a indústria siderúrgica nacional, foi desfeita em um telefonema de apenas 15 minutos entre Trump e o presidente Jair Bolsonaro.
Na ocasião, Trump utilizou as redes sociais para anunciar que restauraria as tarifas, alegando que o Brasil e a Argentina promoviam uma desvalorização artificial de suas moedas, o que prejudicaria os agricultores e industriais americanos.
A reação do governo brasileiro foi acionar um canal direto. Em uma ligação rápida, Bolsonaro conseguiu convencer o líder da Casa Branca a recuar da decisão. Logo após o telefonema, o próprio Trump veio a público afirmar que a parceria entre os dois países continuava sólida e que o aço brasileiro não sofreria as sanções anunciadas.
A rapidez na resolução do conflito evitou uma queda generalizada nas ações de grandes siderúrgicas brasileiras e manteve o fluxo de exportações estável.


















