Presidente da Suprema Corte suspende deliberações em meio a embates internos intensos, redistribuição de inquéritos e forte pressão nos bastidores de Brasília
A presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o cancelamento da sessão plenária desta quinta-feira (10), marcando o segundo dia consecutivo em que os trabalhos de julgamento do tribunal são suspensos. A decisão foi tomada pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, no contexto de uma grave crise institucional que atinge o tribunal, caracterizada por confrontos internos e desentendimentos diretos entre ministros sobre a condução de inquéritos e investigações sensíveis.

A paralisação das atividades deliberativas do colegiado ocorre logo após uma série de medidas drásticas adotadas por Fachin para tentar estancar o desgaste na cúpula do Judiciário. Na véspera, o presidente do STF chamou para a relatoria da própria presidência procedimentos e apurações envolvendo magistrados, além de retirar a condução de inquéritos de grande repercussão das mãos do ministro Alexandre de Moraes. A medida antecedeu o agendamento de uma sessão extraordinária marcada para a próxima terça-feira (15), data em que o plenário deverá analisar a abertura formal de apurações contra Moraes com base em relatórios da Polícia Federal e mensagens do caso Master.
Clima de tensão e paralisação das atividades
Com os corredores do tribunal tomados por conversas de bastidores, a ausência de sessões presenciais reflete o isolamento momentâneo das agendas de julgamento enquanto os ministros articulam posições sobre as mudanças estruturais e administrativas impostas pela presidência. A indefinição quanto ao andamento das pautas ordinárias e a concentração de poderes na figura do presidente da Corte aprofundam o cenário de incerteza jurídica e política na capital federal, sem previsão imediata de normalização dos trabalhos regimentais do plenário.
Fonte: O Globo
*Imagens da capa gerada por IA


















