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André Mendonça exige acesso ao Inquérito das Fake News para escrutinar conduta de Alexandre de Moraes

Ministro do Supremo Tribunal Federal ingressa com pedido formal na Corte para examinar atos associados ao procedimento de investigações sensíveis, aprofundando o embate interno no tribunal

O Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um novo e intenso capítulo de sua crise institucional interna. O ministro André Mendonça formalizou um pedido de acesso integral aos autos do Inquérito das Fake News (Inquérito 4.781) com o objetivo de analisar detalhadamente os atos conduzidos pelo colega de corte, o ministro Alexandre de Moraes. 

A movimentação processual faz parte de uma ofensiva jurídica robusta adotada por Mendonça no âmbito do tribunal. O magistrado argumenta que precisa examinar os registros do procedimento sigiloso — que já se estende por mais de sete anos — para embasar suas contestações e apurar eventuais desvios de finalidade na condução de relatórios de inteligência produzidos pela Polícia Federal (PF).

O pano de fundo do embate e as acusações de arbitrariedade

De acordo com as peças protocoladas por André Mendonça, a controvérsia jurídica ganhou tração após episódios em que relatórios de inteligência da PF foram demandados e utilizados dentro do guarda-chuva do Inquérito das Fake News. Para Mendonça, a utilização do procedimento de longa data ocorreu de maneira questionável para gerar escrutínios sobre atos de ministros da própria Suprema Corte.

No documento apresentado aos ministros do STF, a defesa e a linha de argumentação de Mendonça sustentam que houve uso arbitrário de prerrogativas processuais. O ministro pede que a Corte avalie a legalidade e a conformidade constitucional de medidas adotadas por Moraes, exigindo rigor na apuração de possíveis excessos e desvios de autoridade decorrentes de tais diligências.

Desdobramentos na Corte Suprema

A petição protocolada por André Mendonça intensifica o clima de polarização e o debate público em torno dos métodos de investigação conduzidos no Supremo. O pedido agora segue sob a análise da relatoria e da presidência da Corte (vinculada a instâncias de deliberação do ministro Edson Fachin), em um momento em que os holofotes da opinião pública e da classe política estão voltados para os desdobramentos éticos, processuais e institucionais que afetam diretamente a estabilidade do poder judiciário brasileiro.

Fonte: Veja

*Imagem da capa gerada por IA

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