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Luiz Fux estabelece prazo de dez dias para Davi Alcolumbre justificar sigilo de acessos ao Senado

Ministro assume a relatoria de mandado de segurança e cobra explicações da Mesa Diretora sobre registros de circulação de personalidades, incluindo Viviane Barci de Moraes e Daniel Vorcaro

O Supremo Tribunal Federal (STF) movimentou os bastidores do poder legislativo e judiciário nesta semana. O ministro Luiz Fux determinou que o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, preste esclarecimentos oficiais no prazo improrrogável de dez dias. A cobrança refere-se à negativa da Casa em fornecer planilhas e dados detalhados sobre os registros de entrada e saída de figuras públicas e particulares nas dependências do parlamento.

Entenda o caso e a distribuição da relatoria 

A controvérsia jurídica teve início por meio de um mandado de segurança protocolado inicialmente na Justiça Federal de Curitiba, questionando o ocultamento de dados de acesso ao Senado desde fevereiro de 2019. Como a ação envolvia diretamente um ato imputado ao presidente do Senado, o processo foi encaminhado ao STF. 

Inicialmente, o caso foi distribuído ao ministro Alexandre de Moraes. Contudo, devido ao envolvimento direto de sua esposa entre os nomes citados na petição, Moraes declarou-se legalmente impedido de atuar no processo e determinou a redistribuição dos autos, que recaíram sob a tutela de Luiz Fux. 

O escopo da cobrança e a posição preliminar do STF

Em seu despacho inicial, Fux pontuou de forma objetiva que, em uma análise preliminar e de cognição sumária, a solicitação de transparência sobre o fluxo de dependências públicas não configura violação direta à intimidade ou à privacidade de dados pessoais.

O rol de nomes cujos acessos são demandados pela ação abrange oito pessoas, entre as quais constam: 

  • Viviane Barci de Moraes (advogada e esposa do ministro Alexandre de Moraes);
  • Daniel Vorcaro (empresário e figura central de investigações recentes);
  • Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha (filho do presidente da República);
  • Além de outros nomes citados nos autos, como Frei Chico.

Próximos passos regimentais

Com a notificação oficial disparada pelo gabinete de Fux, Alcolumbre tem o prazo estipulado de dez dias para apresentar as justificativas técnicas e institucionais que motivaram o sigilo ou a recusa na entrega dos registros.

Após a manifestação formal da Mesa Diretora do Senado, os autos serão obrigatoriamente remetidos à Procuradoria-Geral da República (PGR), que também disporá de dez dias para emitir seu parecer jurídico. Somente após essa etapa processual o plenário ou a turma competente do Supremo decidirá se os dados de circulação deverão ser publicizados.

Fonte: Globo News

*Imagem da capa gerada por IA

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