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Caminhoneiros iniciam mobilização para pressionar Senado a votar MP do Frete

Categoria convoca paralisação a partir desta segunda-feira (13) contra risco de caducidade da Medida Provisória 1.343; adesão ainda é monitorada em todo o país

Caminhoneiros de vários estados foram convocados a paralisar atividades, especialmente em áreas portuárias, a partir da 0h desta segunda-feira, 13 de julho de 2026. O objetivo é pressionar o Senado Federal a votar a Medida Provisória 1.343/2026, a chamada MP do Frete, antes que ela perca a validade na próxima quinta-feira (16).

Fonte: Veja

A mobilização foi anunciada por Wallace Landim, o Chorão, presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava). A orientação é que os motoristas evitem iniciar novas viagens até haver confirmação de que o texto será incluído na pauta do Senado.

Até o momento, não há balanço consolidado de adesão por estado, terminal portuário ou rodovia.

Editada pelo governo federal em março, após rodadas anteriores de protestos, a MP 1.343 endurece a fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e cria mecanismos para impedir contratações abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A Câmara dos Deputados aprovou o texto em 17 de junho, mas o Senado ainda não analisou a proposta. Uma das principais medidas é bloquear a emissão do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) quando o valor estiver abaixo do piso mínimo. Sem esse registro, o transporte se torna irregular.

A proposta também prevê sanções progressivas a empresas e contratantes que descumprirem as regras.Durante a tramitação na Câmara, o texto sofreu alterações, como redução de algumas multas, flexibilização de punições e perdão de infrações aplicadas a caminhoneiros que participaram de manifestações em 2022.

Entidades do agronegócio, indústria e embarcadores criticam o endurecimento das regras, alegando aumento de custos logísticos e insegurança jurídica. Do lado dos caminhoneiros autônomos, as medidas são vistas como essenciais para garantir renda digna, cobrindo despesas como combustível, manutenção e pedágios.

A proximidade do prazo final aumenta a pressão sobre o Senado, que tem poucos dias para decidir o destino da MP — editada justamente para evitar uma paralisação e que agora motiva nova mobilização da categoria.

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