Aliados do ministro do STF apostam em postergação do julgamento do pedido contra condenação no inquérito para evitar impacto na campanha presidencial
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Nunes Marques deve manter sem movimentação o pedido de revisão criminal apresentado por Jair Bolsonaro contra sua condenação no inquérito do suposto golpe. A expectativa de aliados do ministro é que qualquer decisão seja tomada apenas após as eleições de outubro.

A avaliação, compartilhada também por auxiliares do petista Lula, é de que Nunes Marques, relator do processo, evitará repercussões políticas durante o período eleitoral. Como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2026, uma decisão prematura poderia gerar críticas de interferência do Judiciário na disputa presidencial.
Aliados do ministro apostam que eventual decisão favorável a Bolsonaro — como a redução da pena — só ocorreria caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu filho, vença a corrida ao Planalto.
Qualquer eventual decisão monocrática de Nunes Marques precisará ser submetida aos demais integrantes da Corte. A revisão criminal de Bolsonaro ainda não tem data para análise e permanece parada, conforme a estratégia esperada por seus aliados no STF.


















