A apreensão do celular do empresário gera tensão no PT e no TJBA e torna-se peça central na Operação Compliance Zero
A apreensão do celular do empresário e publicitário Guilherme Henrique Sodré Martins, conhecido como “Guiga”, durante a mais recente fase da Operação Compliance Zero da Polícia Federal, provocou forte repercussão e tensão entre integrantes do PT baiano, membros do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) e setores do empresariado no Nordeste.
Guiga Sodré, apontado pela PF como pessoa de confiança e melhor amigo do senador Jaques Wagner (PT-BA), é pai do secretário de Meio Ambiente da Bahia, Eduardo Sodré — enteado do senador. Ele foi alvo de medidas cautelares na 9ª fase da operação, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
Segundo as investigações, Sodré atuaria como articulador entre o núcleo empresarial do banco e o entorno do senador. Seu aparelho está entre os diversos celulares apreendidos na ação, uma prática padrão em operações desse tipo para análise de conversas, contatos e possíveis evidências.
A situação ganha ainda mais peso porque Guilherme Sodré é casado, desde dezembro de 2025, com a desembargadora Maria de Lourdes Pinho Medauar, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). A proximidade com o Judiciário estadual e com figuras centrais do PT baiano amplifica a preocupação nos bastidores sobre o que pode ser encontrado no material digital apreendido.
Contexto da Operação Compliance Zero
A 9ª fase da operação, deflagrada em 18 de junho de 2026, inclui mandados de busca e apreensão contra Jaques Wagner e outros alvos. Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, citam “tio Guiga” como intermediário em comunicações políticas.
A PF investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e irregularidades financeiras, com possíveis conexões entre o setor bancário, agentes públicos e o mundo político baiano.


















