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Chefe da Segurança interna dos EUA reforça falas de Trump sobre fraude eleitoral e alerta sobre prisão

Para combater supostas fraudes em estados-chave, Markwayne Mullin endurece o tom e sinaliza corte de verbas federais a meses das eleições de meio de mandato

Em uma forte escalada na retórica política de Washington, o Secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), Markwayne Mullin, subiu o tom na sexta-feira (17/07/2026) ao ameaçar com processos criminais, multas e até prisão as autoridades eleitorais estaduais que não cooperarem com as diretrizes de auditoria do governo federal.


“Vamos tornar nossas melhorias de segurança OBRIGATÓRIAS, o que significa que, se esses estados quiserem uma verba e forem reembolsados ​​para realizar eleições federais, terão que implementar medidas de segurança. Estamos dizendo que as máquinas precisam ser protegidas e que sua lista de eleitores precisa ser limpa! Precisamos garantir que indivíduos legalmente habilitados a votar estejam votando.”

O ultimato ocorre menos de 24 horas após o presidente Donald Trump fazer um pronunciamento em horário nobre de que o sistema eleitoral do país estaria sob forte risco de fraudes e interferência estrangeira, mirando as eleições legislativas (midterms) que acontecem em menos de quatro meses. 

O Alvo do Governo: Varredura de Estrangeiros nas Listas

Durante seu discurso, Mullin afirmou que cruzamentos de dados federais identificaram mais de 250 mil supostos cidadãos estrangeiros indevidamente registrados para votar em quatro estados cruciais: Califórnia, Nova Jersey, Nevada e Pensilvânia. Cartas oficiais já foram enviadas aos secretários de Estado dessas regiões exigindo uma limpeza imediata nos cadastros. 

O ponto central da exigência federal é que os estados passem a filtrar suas listas eleitorais pelo SAVE (Systematic Alien Verification for Entitlements), um banco de dados do governo federal originalmente voltado para checar a elegibilidade a benefícios sociais. 

Além das ameaças de natureza penal, o chefe da Segurança Interna adicionou pressão financeira à disputa: o governo federal vai reter repasses de verbas e subsídios voltados à infraestrutura contra o terrorismo para os estados que recusarem o procedimento.

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