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Eduardo Cunha tem R$ 6,1 milhões bloquedeados por Flávio Dino sob suspeita de desvios de emendas

Ex-presidente da Câmara planeja candidatura a deputado federal por Minas Gerais em 2026 mesmo sem mandato; PF aponta coordenação informal de recursos

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6,1 milhões em bens do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos). A medida, assinada em 6 de julho e divulgada neste domingo (12), atende a pedido da Polícia Federal no âmbito de investigação sobre indicação irregular de emendas parlamentares.

Fonte: G1
Fonte: Fantástico

Segundo a PF, Cunha teria indicado ao menos 29 emendas mesmo sem exercer mandato parlamentar. As investigações apontam que ele atuava como “mandante” do direcionamento de recursos, com suposto apoio de servidores da Câmara dos Deputados. A decisão de Dino suspendeu a execução dessas emendas.

A servidora Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, é apontada como operadora do esquema, responsável por operacionalizar as demandas.

Eduardo Cunha, que foi cassado em 2016 após quatro mandatos pelo Rio de Janeiro, anunciou pré-candidatura a deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026.

A PF destaca que ele mantinha uma “cota informal” de emendas direcionadas ao estado, com trocas frequentes de municípios beneficiados conforme seus interesses políticos — apesar de nunca ter tido base eleitoral em MG.

Diálogos extraídos do celular de Tuca revelam Cunha dando orientações diretas sobre emendas formalmente atribuídas a outros parlamentares, como o deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG). Um exemplo citado ocorreu em setembro de 2025, envolvendo emenda para Manhuaçu (MG).

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