Medida da seccional do Distrito Federal atinge sócios e familiares do ministro do STF, fundamentando-se em elementos e relatórios encaminhados por investigações da Polícia Federal
A Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF) abriu formalmente um processo ético-disciplinar contra o escritório de advocacia associado a familiares do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A decisão da entidade corporativa ocorre com base em fatos e registros revelados no âmbito de apurações conduzidas pela Polícia Federal, que colocaram sob escrutínio as atividades e transações da banca jurídica.
O procedimento administrativo disciplinar instaurado pela seccional alcança diretamente todos os sócios listados nos registros societários da estrutura jurídica. Entre os alvos do processo figuram Juliana Barci, Alexandre Barci de Moraes, Viviane Barci de Moraes, Ana Clara Constante de Moraes e Fernando Augusto Valentini Fritoli. A apuração interna visa examinar a conformidade das atuações profissionais do escritório frente ao Estatuto da Advocacia e ao Código de Ética e Disciplina da OAB.
Origem dos dados e repercussão corporativa
A abertura do processo ético decorre diretamente do material técnico e dos documentos colhidos pelos órgãos de persecução penal, que repassaram os achados para análise das instâncias corporativas competentes. Com o avanço das apurações, a seccional do Distrito Federal entendeu estarem presentes os requisitos mínimos para deflagrar a investigação disciplinar, assegurando aos envolvidos o direito ao contraditório e à ampla defesa no âmbito administrativo.
O desdobramento adiciona mais um elemento de forte repercussão aos bastidores jurídicos e políticos em Brasília, cruzando o epicentro das crises institucionais envolvendo o STF, os protocolos da Polícia Federal e o escrutínio sobre relações profissionais de figuras ligadas ao alto escalão do poder público.
*Imagem da capa gerada por IA


















