Operação Compliance Zero revela estrutura com ameaças presenciais ligadas a jogo do bicho e milícia, além de hackers pagos para ataques digitais, monitoramento e destruição de reputação online
A sexta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (14), trouxe à tona detalhes sobre dois núcleos operacionais da organização investigada ligada a Daniel Vorcaro: “A Turma” e “Os Meninos”.

De acordo com a Polícia Federal e decisão do ministro André Mendonça do STF, esses grupos atuavam como braços especializados da suposta organização criminosa.
Enquanto “A Turma” cuidava de ameaças presenciais, intimidações e acesso ilegal a informações sigilosas, “Os Meninos” eram responsáveis pelo setor cibernético, realizando invasões, monitoramento ilegal e ataques digitais.
Confira os alvos da nova fase da operação Compliance Zero:
“A Turma” – O braço da intimidação física e vazamentos
O núcleo era liderado operacionalmente pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva (já preso). Ele respondia diretamente a Felipe Mourão, o “Sicário” (falecido).
“A Turma” reunia ameaças, coerções, levantamentos clandestinos sobre desafetos e acessos indevidos a sistemas governamentais. No Rio de Janeiro, o grupo contava com Manoel Mendes Rodrigues, apontado como “empresário do jogo do bicho”, que teria mobilizado operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais para ações de intimidação, como o caso registrado em Angra dos Reis em 2024.
Henrique Vorcaro, preso hoje, é descrito pela PF como demandante direto dos serviços e operador financeiro dos repasses, que chegavam a cerca de R$ 400 mil mensais para este núcleo.
“Os Meninos” – O braço hacker
O núcleo tecnológico era comandado por David Henrique Alves, que recebia cerca de R$ 35 mil por mês. O grupo realizava ataques cibernéticos, invasões de dispositivos, derrubada de perfis em redes sociais e monitoramento ilegal, com o objetivo de proteger e promover a reputação online de Daniel Vorcaro.
Sob comando de David atuavam operadores como Victor Lima Sedlmaier e Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos (“Rodriguinho”). A PF identificou pagamentos mensais de R$ 75 mil ao grupo como um todo.
A operação mira sete prisões preventivas e várias medidas cautelares, reforçando as investigações sobre a estrutura montada em torno do ex-controlador do Banco Master.
Fonte: G1 / Globo News


















