Autoridades brasileiras com vistos revogados pelos EUA sofrem impacto na Copa do Mundo 2026
Apesar da remoção das sanções financeiras (Magnitsky/OFAC) contra Alexandre de Moraes e sua esposa em dezembro de 2025, as revogações de vistos impostas pelo Departamento de Estado dos EUA em 2025 permanecem em vigor sem reversão pública anunciada. Essas medidas, separadas das sanções econômicas, impedem ou dificultam significativamente a entrada desses indivíduos nos Estados Unidos, um dos países-sede da Copa do Mundo FIFA 2026.

A seguir, o levantamento ponto a ponto dos principais atingidos, organizado por instituição, com base nas ações de julho e setembro de 2025:
1. Supremo Tribunal Federal (STF)
Oito dos 11 ministros tiveram os vistos revogados em julho de 2025, junto com familiares imediatos:
Alexandre de Moraes — Visto revogado (medida inicial).
Luís Roberto Barroso — Visto revogado.
Edson Fachin — Visto revogado.
Dias Toffoli — Visto revogado.
Flávio Dino — Visto revogado.
Cristiano Zanin — Visto revogado.
Cármen Lúcia — Visto revogado.
Gilmar Mendes — Visto revogado.
2. Ministério Público e Procuradoria-Geral da RepúblicaPaulo Gonet (Procurador-Geral da República) — Visto revogado.
3. Advocacia-Geral da União (AGU) e Outros Órgãos JudiciaisJorge Messias (Advogado-Geral da União) — Visto revogado em setembro/2025.
José Levi (ex-Procurador-Geral) — Visto revogado.
Benedito Gonçalves (ex-corregedor eleitoral/STJ) — Visto revogado.
Assessores e auxiliares do STF (ex.: Airton Vieira, Marco Antonio Martin Vargas, Rafael Henrique Janela Tamai Rocha e outros) — Vistos revogados.
4. Governo Federal (Ministérios)Alexandre Padilha (ministro das Relações Institucionais, à época ligado à Saúde em alguns contextos) e familiares (incluindo esposa e filha) — Restrições de visto.
Funcionários do programa Mais Médicos (ex.: Mozart Júlio Tabosa Sales e Alberto Kleiman) — Vistos revogados.
Não atingidos na lista principal: André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.
Impacto na Copa do Mundo 2026
Essas revogações de visto criam barreiras concretas para a entrada nos Estados Unidos. Mesmo com ingressos para a Copa, os afetados precisam solicitar um novo visto, enfrentando alto risco de recusa devido ao histórico de revogação por razões de política externa e segurança nacional (relacionadas a suposta censura e violações de direitos).
Na prática, esses ministros, procuradores, advogados-gerais e assessores estão impedidos de participar oficialmente ou como visitantes comuns da Copa do Mundo nos estádios americanos. Eles podem tentar entrar via México ou Canadá (outros países-sede), mas a logística e o risco de negação em conexões aéreas ou controles de fronteira tornam a presença incerta e improvável.
O governo brasileiro classificou as medidas como ingerência e afronta à soberania, enquanto os EUA as justificaram como resposta à defesa da liberdade de expressão e oposição a ações judiciais consideradas políticas.
Até o momento, não há indicações oficiais de que as revogações de vistos tenham sido revertidas em 2026.
Embora as sanções financeiras tenham sido aliviadas, a restrição migratória persiste e deve excluir figuras centrais do Judiciário e do governo brasileiro das partidas realizadas em solo americano durante a Copa 2026. A situação continua fluida e recomenda-se consulta direta às embaixadas para casos individuais.


















