Nos corredores da Corte, cresce a aposta entre os ministros de que o magistrado Kassio Nunes Marques poderá adotar uma medida de impacto político expressivo, utilizando um processo de grande repercussão para responder a pressões recentes e fortalecer sua posição nos acordos de cúpula do tribunal
O foco da atenção dos magistrados recai sobre o gabinete de Nunes Marques, onde tramita o pedido da defesa de Jair Bolsonaro focado na revisão de sua pena. Integrantes da ala simpática ao grupo político ligado ao ministro Alexandre de Moraes passaram a ventilar nos bastidores que o colega de Corte “vai aprontar”, em uma alusão a uma possível movimentação autônoma que mude os rumos do processo do presidente Bolsonaro.

A avaliação corrente entre interlocutores da alta corte aponta que o “toma lá, cá” institucional foi intensificado após a exposição pública de desdobramentos correlatos ao chamado Caso Master, que colocou sob escrutínio as relações do magistrado com figuras centrais do episódio, como o empresário Daniel Vorcaro.
Analistas e fontes internas do judiciário ponderam que o caso envolvendo Bolsonaro transformou-se em uma carta importante e estratégica nas mãos de Kassio Nunes Marques. Numa conjuntura em que se discute internamente até onde devem avançar as apurações e pressões sobre integrantes do tribunal, o pedido de revisão de pena funciona como um instrumento de barganha.
Diante desse cenário de desgaste cruzado, parte expressiva dos ministros não descarta que a resposta venha justamente por meio de uma decisão capaz de abrir caminho para anular a condenação do ex-presidente, redesenhando subitamente as forças e as alianças dentro do plenário do STF.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa editada por IA

















