Líder do PL recusa proposta de troca por derrubada do veto à dosimetria; CPMI “atinge meio mundo” e pode paralisar o país, diz presidente da sigla
O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, revelou que o senador Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Congresso Nacional, teria proposto um acordo político: apoio à derrubada do veto presidencial ao projeto de dosimetria das penas em troca da não instalação da CPMI do Banco Master.
A declaração de Valdemar ganhou repercussão em entrevistas e redes sociais, expondo tensões nos bastidores do Congresso em meio a negociações sobre pautas sensíveis. Segundo o dirigente, a proposta visava evitar a abertura da comissão parlamentar mista de inquérito que investiga irregularidades no Banco Master, instituição financeira no centro de denúncias de operações suspeitas e possíveis conexões com figuras políticas.
Valdemar reagiu de forma categórica à tentativa de negociação, afirmando: “Não faremos acordo. Outros não foram cumpridos. A CPMI do Master atinge meio mundo e vai parar o Brasil”.
A fala reforça a posição do PL e da oposição de manter pressão pela instalação da CPMI do Banco Master, que poderia alcançar amplos setores do sistema financeiro e político em Brasília. O partido argumenta que acordos anteriores não foram honrados, justificando a recusa em qualquer tipo de barganha.
O veto à dosimetria — mecanismo que busca padronizar a aplicação de penas no Judiciário — segue travado, enquanto a CPMI do Banco Master avança em discussões regimentais no Congresso.
Até o momento, nem Davi Alcolumbre nem assessores do senador comentaram publicamente a acusação de Valdemar Costa Neto.


















