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Toffoli aconselhado a deixar relatoria do Caso Banco Master

PGR e Ministros do STF defendem afastamento de Dias Toffoli da relatoria do caso Banco Master

A pressão sobre o ministro Dias Toffoli no caso Banco Master ganhou novo capítulo nesta quinta-feira. Interlocutores do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) revelaram que cresceu o apoio interno para que Toffoli se afaste da relatoria do inquérito que investiga fraudes bilionárias no Banco Master. A medida seria uma forma de aliviar a crescente tensão sobre a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a própria Corte.

De acordo com fontes consultadas pela CNN Brasil, há forte expectativa de que Toffoli receba um aconselhamento direto durante a reunião da Corte marcada para a tarde desta quinta-feira (12). O objetivo é evitar escalada de desgaste institucional em meio às revelações sobre possíveis ligações financeiras entre a família do ministro e fundos investigados no esquema.

Pressão Interna e Posicionamento da PGR

Procuradores da PGR, em sua ampla maioria, defendem o afastamento de Toffoli como saída para preservar a credibilidade das instituições. Paulo Gonet tem atuado para conter pressões internas e pedidos vindos do Congresso — como representações de parlamentares solicitando a suspeição do ministro. No entanto, fontes próximas ao PGR indicam que, caso Toffoli rejeite o conselho de se declarar impedido, a posição da Procuradoria pode ser revista.

Pela legislação vigente, a arguição de suspeição ou impedimento de um ministro do STF pode ser proposta apenas pelo próprio magistrado, pela PGR ou, em hipótese excepcional, pelo presidente da Corte — caminho que fontes descartam no momento atual.

Contexto do Caso Banco Master e Conexões Reveladas

O inquérito no STF apura supostas fraudes e lavagem de dinheiro no Banco Master, envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e a gestora Reag Investimentos. Recentemente, reportagens expuseram aportes de fundos geridos pela Reag em empreendimentos ligados à família de Toffoli, incluindo o Resort Tayayá (PR). A Polícia Federal (PF) já solicitou a suspeição do ministro com base em mensagens encontradas em aparelhos apreendidos, e parlamentares como o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, protocolaram representação na PGR pedindo afastamento imediato e investigação específica sobre repasses à empresa Maridt, administrada por irmãos de Toffoli.

A permanência de Toffoli como relator tem sido questionada por possíveis conflitos de interesse, especialmente após decisões que, segundo críticos, atrasaram avanços na apuração.

Repercussões e Próximos Passos

A discussão interna no STF ocorre em um momento delicado para a Corte, que busca blindar sua imagem diante de acusações de parcialidade. Se Toffoli optar por permanecer, a PGR pode ser pressionada a formalizar pedido de suspeição — única via viável para forçar a troca de relator.

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