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STF julga hoje decisão de Mendonça que determina prorrogação da CPMI do INSS

Plenário do Supremo analisa liminar que deu 48 horas ao Congresso para processar pedido de extensão dos trabalhos da comissão que investiga fraudes em benefícios previdenciários; decisão pode definir continuidade das investigações

O Supremo Tribunal Federal (STF) realiza nesta quinta-feira (26 de março de 2026) o julgamento sobre a prorrogação dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os ministros vão analisar a decisão individual do ministro André Mendonça, que determinou prazo de 48 horas para que a Mesa Diretora do Congresso Nacional viabilize a extensão do prazo da comissão, de acordo com a matéria do G1. 

Fonte Fernanda Vivas da TV GLOBO/G1

Ouça a declaração do relator da CPMI do INSS Deputado Alfredo Gaspar:

A CPMI investiga fraudes praticadas contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sem prorrogação, os trabalhos da comissão terminariam no próximo sábado (28 de março de 2026), data-limite para realização de depoimentos, pedidos de informações e votação do relatório final.

Na decisão liminar proferida na terça-feira (23 de março), o ministro André Mendonça argumentou que se trata de uma “situação excepcional em que a minoria, por vontade do próprio parlamento no momento em que teceu as normas constitucionais, tem o direito de ver prevalecer a sua vontade sobre a da maioria parlamentar. Nesse contexto, preenchidos os requisitos constitucionais e regimentais aplicáveis, a Mesa Diretora e a Presidência do Congresso não dispõem de margem política para obstar o regular processamento do requerimento de prorrogação de uma CPMI, inclusive seu recebimento, leitura e publicação.”

A ação no STF foi protocolada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI, pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), relator, e pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), integrante do colegiado. Eles alegam omissão da Mesa Diretora do Congresso e de seu presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), que não teria processado o requerimento de prorrogação, incluindo a leitura obrigatória em plenário.

Caso o plenário do STF mantenha a liminar de Mendonça, a CPMI poderá continuar suas atividades por prazo a ser definido pelos próprios parlamentares (geralmente até 60 ou 120 dias, respeitado o limite da legislatura). Se a decisão for derrubada, a comissão encerra seus trabalhos no fim de semana.

A sessão do plenário físico do STF está marcada para esta tarde. O julgamento ocorre em um momento de tensão entre o Legislativo e o Judiciário sobre os limites de atuação das comissões parlamentares de inquérito.

Fonte: G1

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