Ministro do STF barrou prorrogação de comissão parlamentar alegando investigações eternas, mas defendeu manter o inquérito aberto pelo menos até as eleições
O ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), invocou o argumento de “excesso de prazo” para impedir a prorrogação da CPI do Crime Organizado no Senado, mas tem defendido a continuidade indefinida do Inquérito das Fake News, aberto há sete anos.

A contradição foi apontada ao negar a extensão da CPI, que já havia durado seis meses e pedia mais quatro, Gilmar Mendes afirmou:
“Não é raro que entre nós, aqui […] tranquemos os inquéritos eternos, as investigações que acabam se alongando no tempo.”
Ele acrescentou ainda que “as prorrogações indevidas ou sem critério não rimam com a ideia do devido processo legal”.
Dias depois, em entrevista ao Jornal da Globo, o mesmo ministro defendeu que o Inquérito das Fake News “vai acabar quando terminar” e que o tribunal deveria:
“mantê-lo pelo menos até as eleições”.
Fonte: Revista Oeste


















