Candidato à Presidência expressa revolta após agentes da Justiça Eleitoral recolherem obra com a imagem do presidente em ato no Rio de Janeiro e garante manutenção de símbolos em sua jornada eleitoral
A reta final da corrida eleitoral de 2026 ganhou contornos de forte atrito político nesta semana, após uma ação de fiscalização do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ). Agentes da Justiça Eleitoral apreenderam um quadro contendo a imagem do presidente Jair Bolsonaro, que estava sob a posse do candidato a deputado federal Rafael Satiê (PL) durante atividades de campanha na Região Serrana do estado.

A medida gerou imediata repercussão negativa entre os aliados do clã Bolsonaro, culminando em um duro desabafo público do senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro.
Reação inflamada de Flávio Bolsonaro
Incomodado com a investida dos fiscais eleitorais contra o material de apoio político, Flávio utilizou suas redes sociais para externar sua revolta diante do episódio. O parlamentar cobrou mobilização dos eleitores e criticou duramente o atual cenário institucional do país, questionando o cerceamento de símbolos associados ao pai.
Em tom enérgico e desafiador, o candidato disparou:
“Se você ainda não está puta o suficiente com o que Lula fez com o Brasil, pare e reflita! Em TODAS as minhas agendas tem e continuará tendo quadro, foto, faixa, toalha, tudo do Jair Bolsonaro! Vem tomar que eu quero ver!”
Convocação para as urnas
A manifestação de Flávio Bolsonaro reforça a estratégia do grupo conservador de transformar restrições e barreiras regulatórias em combustível para engajar a militância de base. O candidato aproveitou o episódio para conclamar os eleitores a transformarem a insatisfação em votos expressivos no pleito marcado para o início de outubro, conclamando o eleitorado a “cravar o 22 com força nas urnas no dia 4 de outubro e resolver essa parada logo”.
O caso reacende os debates jurídicos e políticos sobre os limites impostos pela Justiça Eleitoral ao uso de imagens de figuras públicas que não figuram como candidatos no pleito atual, mantendo a tensão acesa nos bastidores da disputa eleitoral brasileira.
*Imagem da capa editada por IA

















